Fungicida novo anunciado pela Basf e Sumitomo

O Pavecto deve chegar ao mercado europeu até 2022




A Basf e a Sumitomo Chemical anunciaram que foi apresentado para a União Europeia um pedido para o registro de um novo composto para fungicida, conhecido como ISO de metiltetraprole. A substância faz parte do grupo de fungicidas conhecidos como Inibidores de Quinona oxidase(QoI) e representa uma nova química dentro deste pois apresenta uma estrutura química tetrazolinona.

O fungicida foi descoberto pela Sumitomo Chemical e será registrado com a nomeação de Pavecto. Kimitoshi Umeda, Diretor Adjunto responsável pela Divisão Internacional de AgroSolutions da Sumitomo Chemical, explica que o produto se diferencia dos fungicidas QoI existentes porque tem capacidade de controlar os patógenos que desenvolveram resistencia ao fungicidas a base de estrobilurina que estão presentes no mercado.

“Este novo fungicida, Pavecto, será uma solução eficaz para controlar as principais doenças e ajudar os produtores a melhorar sua produtividade e lucratividade. Iremos solicitar o registro do Pavecto em mais países, e estamos ansiosos para disponibilizar os produtos formulados Pavecto para mais produtores em todo o mundo”, comenta.

De acordo com Livio Tedeschi, vice-presidente sênior da divisão de Proteção de Cultivos da BASF na Europa, por meio da colaboração entre as duas empresas foi descoberto que o Pavecto é muito eficaz para o controle de diversas doenças como a septoriose do trigo, por exemplo. Ele afirma que o objetivo é fornecer aos produtores rurais uma alternativa inovadora que garanta a proteção e produtividade das lavouras.

“A agricultura é um mercado dinâmico, com necessidades e desafios em constante mudança. O Pavecto complementará nosso portfólio de fungicidas, cumprindo nossa promessa de apoiar a agricultura com novas soluções e tecnologias”, pontua.

A expectativa da Basf e da Sumitomo Chemical é de incorporar o novo fungicida no mercado europeu até 2022. Segundo Paulo Queiroz, gerente de Marketing Estratégico da BASF América Latina, apesar da apresentação do dossiê de registro estar planejada globalmente, o produto só deve ser comercializado no Brasil anos mais tarde.
“O fungicida Pavecto também será um excelente aliado para os produtores de cereais de inverno tanto no Brasil como na Argentina. A previsão é que a solução esteja disponível no mercado brasileiro entre 8 a 10 anos”, conclui.

Anunciado este mês o lançamentos do bioinseticida contra Helicoverpa armigera

 

Indicado para o início das infestações e para o controle de lagartas até o terceiro instar




Foi anunciado neste mês o lançamento do bioinseticida microbiológico Tarik EC, que é produzido a partir do ingrediente ativo Bacillus thuringiensis (Bt) da variedade kurstaki. Com formulação Concentrado Emulsionável (EC), o produto é resultado de uma parceria entre a Santa Clara Agrociência e a Vectorcontrol.

Registrado sob o número 39517 no Mapa (Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento), o Tarik EC é indicado para o controle de lagartas dentro de um programa de MIP (Manejo Integrado de Pragas). Na cultura da soja, por exemplo, o produto pode ser usado no combate à temida Helicoverpa armigera.

O bioinseticida possui recomendação para contra o Bicho furão (Ecdytolopha aurantiana) no citros, contra Lagarta da espiga do milho (Helicoverpa zea) no tomate, contra a Lagarta dos eucaliptos (Thyrinteina arnobia) no reflorestamento, e contra as Traças das crucíferas (Plutella xylostella) no repolho.

Como diferenciais e vantagens do produto, além da baixa toxidade e excelente ação residual, a fabricante destaca o fato de ser seletivo – não prejudicando os insetos benéficos. Os desenvolvedores recomendam o Tarik EC para o período de início das infestações e para o controle de lagartas até o terceiro instar. Por essas características, o bioinseticida pode ser utilizado no manejo da resistência aos produtos químicos tradicionais do mercado. Na apresentação do produto, a Santa Clara Agrociência destacou que o Tarik EC pode ser usado em combinação com o fertilizante especial Sulfeto SK, uma vez que esse produto faz com que a lagarta se desaloje do cartucho – expondo o inseto à ação do Bacillus thuringiensis kurstaki.

Lançado fungicida contra doenças da soja

Ação sistêmica, é preventivo e curativo, tendo formulação EC




A multinacional australiana Nufarm anunciou este mês que prepara o lançamento de uma nova marca de fungicida. Trata-se do Volna, que possui como ingrediente ativo o composto difenoconazol, do grupo químico dos triazois, estando registrado no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento sob o número 39217.

De acordo com a gerente de fungicidas e adjuvantes da Nufarm, engenheira agrônoma Carulina Oliveira, o produto apresenta ação sistêmica, é preventivo e curativo, tendo formulação EC (Concentrado Emulsionável). A bula do Volna explica que sua atuação é na inibição da biossíntese do ergosterol, substância importante para manutenção da integridade da membrana celular dos fungos.

Na cultura da soja o fungicida atua no controle da Antracnose (Colletotrichum dematium), Mancha parda (Septoria glycines), Mancha púrpura da semente (Cercospora kikuchii), Oídio (Microsphaera diffusa) e Podridão seca (Phomopsis sojae). O produto ainda possui recomendação contra diversas doenças fúngicas em múltiplas culturas, entre elas arroz, feijão, citros, hortifrutigranjeiros (HF) e várias frutas.

Carulina Oliveira salienta que o novo Volna confere “ainda mais competitividade aos programas de tratamento de doenças entregues pela companhia australiana ao agricultor brasileiro”. O produto foi apresentado pela australiana Nufarm durante a Feira Estadual do Agronegócio – Agroshow –, organizada pela Cooperativa Agroindustrial Paragominense (Coopernorte). Durante o evento, a empresa apresentou todas suas soluções de ponta para as culturas de soja e milho e anunciou quatro outros lançamentos de produtos.

Prébiótico estimula a proliferação de predadores naturais dos vermes do solo.

 

A empresa Rotam do Brasil acaba de lançar um novo produto que pode ser um aliado no combate a nematoides. O Máskio, como é chamado, também tem a capacidade de aumentar o vigor do canavial para alavancar o rendimento da cana-de-açúcar.

O novo lançamento é um prébiótico que estimula o desenvolvimento e a proliferação de fungos e bactérias que são predadores naturais dos vermes do solo. Segundo Luciano Kajihara, especialista de Pesquisa e Desenvolvimento Técnico, o principal ponto positivo do Máskio é possibilitar uma aplicação bastante diversificada, independente das condições do clima ou da terra.

“O Maskio pode ser aplicado em todas as épocas do ano, em todos os ambientes de solo, e em quaisquer condições de umidade. Além disso, é compatível com os principais agroquímicos utilizados no sulco de plantio da cana-de-açúcar”, conta.

Kajihara explica também que os nematoides são um problema antigo do Brasil e principalmente da cana-de-açúcar, podendo gerar uma redução média de 25% na produtividade da lavoura. Os mais comuns encontrados são a Meloidogyne incógnica, Meloidogyne javanica, Pratylenchus zeae e Pratylenchus brachyurus.

“O produto age no solo, elevando o crescimento das bactérias, Bacillus e Pseudomonas e dos fungos Trichoderma e Penicillium estes micro-organismos são benéficos, pois são nematófagos, e já se encontram nos solos brasileiros o uso do Maskio no solo proporciona o seu desenvolvimento", esclarece.

Uma pesquisa realizada em áreas comerciais de usinas de açúcar e álcool, nos estados de São Paulo e Paraná, apontou que além de combater os vermes, o Máskio também atua no vigor das plantas impactando no crescimento radicular, acelerando a brotação e o desenvolvimento da parte superior. “O resultado médio das oito usinas apontou um incremento de até 400 kg açúcar por hectare. Ou seja, todas as características do produto resultam em maior rendimento”, conclui.

Bayer encerra marca Monsanto

Ideia seria de se distanciar de um nome com rejeição ideológica e alvo de ataques 




Foi anunciado nessa segunda-feira (04.06) o fim da marca Monsanto, que havia sido adquirida pelo grupo alemão Bayer. “A Bayer continuará sendo o nome da empresa. Monsanto como nome de empresa não será mantido”, disse a companhia de tecnologias agrícolas em comunicado, assegurando ainda que serão conservados os produtos da norte-americana.

Ainda de acordo com a nota oficial, A Bayer pretende concluir a fusão nesta quinta-feira (07.06). Para justificar a decisão, o diretor da divisão agroquímica da Bayer, Liam Condon, afirmou que os colaboradores da Monsanto “são orgulhosos de seus produtos”, mas que a própria empresa sediada em Saint Louis (Missouri, Estados Unidos) que já havia pensado em mudar de nome, mas desistiu por questões de custo.

De acordo com o comunicado, a Bayer vai manter o nome de marcas como a bem conhecida dos produtores rurais brasileiros Dekalb, que trabalha com sementes de milho e canola, entre outras. O entendimento de alguns especialistas é que a Bayer determinou o fim da marca Monsanto para se distanciar de um nome que possui rejeição ideológica e sofre ataques por parte de ativistas. Sinalizou, ainda, que tomará medidas para “fortalecer seu comprometimento na área de sustentabilidade”, após a conclusão do acordo.

“Nosso objetivo é aprofundar o nosso diálogo com a sociedade. Vamos ouvir nossos críticos e trabalhar juntos, onde encontrarmos um terreno comum. A agricultura é importante demais para permitir que diferenças ideológicas paralisem o progresso”, disse o presidente-executivo da Bayer, Werner Baumann.

Indústria quer mudar lei de pesticidas

A entidade também pede a troca do termo "defensivo fitossanitário" para outras denominações como "pesticida"




O Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg) afirmou que o substitutivo ao Projeto de Lei (PL) 6299/02, que está sendo discutido por uma comissão especial da Câmara dos Deputados, precisa de uma série de alterações. O PL tem função de regular o registro, a fiscalização e controle dos agrotóxicos no Brasil.

Para a diretora-executiva do Sindiveg, Silvia Fagnani, apesar da discussão sobre a avaliação de defensivos estar inserida de forma satisfatória no relatório, que propõem que a análise do produto seja baseada no risco do componente apresenta para a saúde e meio ambiente, ainda há alguns pontos que precisam ser revistos. Um deles é a alteração de prazos, que no projeto estabelece limites de 60 dias a um ano para análises de substâncias, mas a entidade defende que é necessário de dois a três anos para a avaliação de substâncias mais complexas.

A Sindiveg também quer que seja revista a adoção do termo "defensivo fitossanitário", que poderia ser substituído por alternativas como “pesticidas”, que, segundo a entidade, já são utilizadas em outros países. Além disso, Fagnani afirma que é preciso questionar a finalidade do Fundo Federal Agropecuário e cobrar uma maior participação na tomada de decisões por parte da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), já que segundo a proposta elas estão centralizadas no Ministério da Agricultura.

Outro ponto que a Sindiveg defende é a manutenção das competências da Anvisa e do Ibama. Segundo Fagnani, é imprescindível que esses órgãos continuem atuando rigorosamente na fiscalização e nas análises de registros de produtos porque isso assegura que os agroquímicos encontrados no mercado não são perigosos, além de garantir a segurança nos negócios.

Trifluralina Gold Nortox obtém resultados superiores na cana-de-açúcar

 

A formulação perdeu 25% menos ingredientes ativos do que as concorrentes 





Uma pesquisa indicou que a Trifluralina Gold Nortox tem eficiência superior às demais formulações de Trifluralina encontradas no mercado com concentração de 600 g/L. O estudo foi realizado na Universidade Estadual Paulista (Unesp Jaboticabal) e conduzido pelos professores Edivaldo Velini e Caio Carbonari.

Quando as formulações dos produtos utilizados para a cana-de-açúcar foram submetidas a perda por volatilização e fotodegradação, a Gold Nortox perdeu cerca de 25% menos ingredientes ativos do que os concorrentes analisados. Após os resultados obtidos em laboratório, foram realizados testes em campo em parceria com o pesquisador Marcelo Nicolai, na Agrocon, em Santa Bárbara do Oeste, São Paulo, que comprovaram a eficiência do produto, quando utilizado na mesma dose comercial que os concorrentes, seja em PPI, PP e PQL.

Além disso, a Trifluralina Gold teve um bom desempenho mesmo quando aplicado sobre a palhada de cana-de-açúcar em pré-emergência total e até pós-emergência quando a planta está no estágio onde tem três a quatro folhas. Guilherme Acquarole, Gerente de Marketing da Nortox, afirma que os resultados positivos são em grande parte porque a empresa tem um grande conhecimento sobre a molécula de Trifluralina, já que a sintetiza desde 1972.

“Foi o primeiro herbicida que a empresa sintetizou no Brasil e continua investindo maciçamente na molécula, pois no cenário atual de plantas daninhas de difícil controle ela se tornou novamente uma ferramenta importantíssima e totalmente atual para várias culturas, dentre elas cana-de-açúcar, soja e algodão”, destaca.

Conforme explica o Gerente Nacional de Vendas Sul da Nortox, Leonardo Araújo, a molécula de Trifluralina é indispensável para a cana-de-açúcar porque é versátil, segura, seletiva e extremamente eficiente no controle de gramíneas, que é um problema crescente nessa cultura. Os resultados da pesquisa foram apresentados no Centro de Eventos do Ribeirão Shopping Nortox na 17º Herbishow, entre os dias 16 e 17 de maio na cidade paulista de Ribeirão Preto.
 
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