Fungicida novo anunciado pela Basf e Sumitomo

O Pavecto deve chegar ao mercado europeu até 2022




A Basf e a Sumitomo Chemical anunciaram que foi apresentado para a União Europeia um pedido para o registro de um novo composto para fungicida, conhecido como ISO de metiltetraprole. A substância faz parte do grupo de fungicidas conhecidos como Inibidores de Quinona oxidase(QoI) e representa uma nova química dentro deste pois apresenta uma estrutura química tetrazolinona.

O fungicida foi descoberto pela Sumitomo Chemical e será registrado com a nomeação de Pavecto. Kimitoshi Umeda, Diretor Adjunto responsável pela Divisão Internacional de AgroSolutions da Sumitomo Chemical, explica que o produto se diferencia dos fungicidas QoI existentes porque tem capacidade de controlar os patógenos que desenvolveram resistencia ao fungicidas a base de estrobilurina que estão presentes no mercado.

“Este novo fungicida, Pavecto, será uma solução eficaz para controlar as principais doenças e ajudar os produtores a melhorar sua produtividade e lucratividade. Iremos solicitar o registro do Pavecto em mais países, e estamos ansiosos para disponibilizar os produtos formulados Pavecto para mais produtores em todo o mundo”, comenta.

De acordo com Livio Tedeschi, vice-presidente sênior da divisão de Proteção de Cultivos da BASF na Europa, por meio da colaboração entre as duas empresas foi descoberto que o Pavecto é muito eficaz para o controle de diversas doenças como a septoriose do trigo, por exemplo. Ele afirma que o objetivo é fornecer aos produtores rurais uma alternativa inovadora que garanta a proteção e produtividade das lavouras.

“A agricultura é um mercado dinâmico, com necessidades e desafios em constante mudança. O Pavecto complementará nosso portfólio de fungicidas, cumprindo nossa promessa de apoiar a agricultura com novas soluções e tecnologias”, pontua.

A expectativa da Basf e da Sumitomo Chemical é de incorporar o novo fungicida no mercado europeu até 2022. Segundo Paulo Queiroz, gerente de Marketing Estratégico da BASF América Latina, apesar da apresentação do dossiê de registro estar planejada globalmente, o produto só deve ser comercializado no Brasil anos mais tarde.
“O fungicida Pavecto também será um excelente aliado para os produtores de cereais de inverno tanto no Brasil como na Argentina. A previsão é que a solução esteja disponível no mercado brasileiro entre 8 a 10 anos”, conclui.

Anunciado este mês o lançamentos do bioinseticida contra Helicoverpa armigera

 

Indicado para o início das infestações e para o controle de lagartas até o terceiro instar




Foi anunciado neste mês o lançamento do bioinseticida microbiológico Tarik EC, que é produzido a partir do ingrediente ativo Bacillus thuringiensis (Bt) da variedade kurstaki. Com formulação Concentrado Emulsionável (EC), o produto é resultado de uma parceria entre a Santa Clara Agrociência e a Vectorcontrol.

Registrado sob o número 39517 no Mapa (Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento), o Tarik EC é indicado para o controle de lagartas dentro de um programa de MIP (Manejo Integrado de Pragas). Na cultura da soja, por exemplo, o produto pode ser usado no combate à temida Helicoverpa armigera.

O bioinseticida possui recomendação para contra o Bicho furão (Ecdytolopha aurantiana) no citros, contra Lagarta da espiga do milho (Helicoverpa zea) no tomate, contra a Lagarta dos eucaliptos (Thyrinteina arnobia) no reflorestamento, e contra as Traças das crucíferas (Plutella xylostella) no repolho.

Como diferenciais e vantagens do produto, além da baixa toxidade e excelente ação residual, a fabricante destaca o fato de ser seletivo – não prejudicando os insetos benéficos. Os desenvolvedores recomendam o Tarik EC para o período de início das infestações e para o controle de lagartas até o terceiro instar. Por essas características, o bioinseticida pode ser utilizado no manejo da resistência aos produtos químicos tradicionais do mercado. Na apresentação do produto, a Santa Clara Agrociência destacou que o Tarik EC pode ser usado em combinação com o fertilizante especial Sulfeto SK, uma vez que esse produto faz com que a lagarta se desaloje do cartucho – expondo o inseto à ação do Bacillus thuringiensis kurstaki.

Lançado fungicida contra doenças da soja

Ação sistêmica, é preventivo e curativo, tendo formulação EC




A multinacional australiana Nufarm anunciou este mês que prepara o lançamento de uma nova marca de fungicida. Trata-se do Volna, que possui como ingrediente ativo o composto difenoconazol, do grupo químico dos triazois, estando registrado no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento sob o número 39217.

De acordo com a gerente de fungicidas e adjuvantes da Nufarm, engenheira agrônoma Carulina Oliveira, o produto apresenta ação sistêmica, é preventivo e curativo, tendo formulação EC (Concentrado Emulsionável). A bula do Volna explica que sua atuação é na inibição da biossíntese do ergosterol, substância importante para manutenção da integridade da membrana celular dos fungos.

Na cultura da soja o fungicida atua no controle da Antracnose (Colletotrichum dematium), Mancha parda (Septoria glycines), Mancha púrpura da semente (Cercospora kikuchii), Oídio (Microsphaera diffusa) e Podridão seca (Phomopsis sojae). O produto ainda possui recomendação contra diversas doenças fúngicas em múltiplas culturas, entre elas arroz, feijão, citros, hortifrutigranjeiros (HF) e várias frutas.

Carulina Oliveira salienta que o novo Volna confere “ainda mais competitividade aos programas de tratamento de doenças entregues pela companhia australiana ao agricultor brasileiro”. O produto foi apresentado pela australiana Nufarm durante a Feira Estadual do Agronegócio – Agroshow –, organizada pela Cooperativa Agroindustrial Paragominense (Coopernorte). Durante o evento, a empresa apresentou todas suas soluções de ponta para as culturas de soja e milho e anunciou quatro outros lançamentos de produtos.

Prébiótico estimula a proliferação de predadores naturais dos vermes do solo.

 

A empresa Rotam do Brasil acaba de lançar um novo produto que pode ser um aliado no combate a nematoides. O Máskio, como é chamado, também tem a capacidade de aumentar o vigor do canavial para alavancar o rendimento da cana-de-açúcar.

O novo lançamento é um prébiótico que estimula o desenvolvimento e a proliferação de fungos e bactérias que são predadores naturais dos vermes do solo. Segundo Luciano Kajihara, especialista de Pesquisa e Desenvolvimento Técnico, o principal ponto positivo do Máskio é possibilitar uma aplicação bastante diversificada, independente das condições do clima ou da terra.

“O Maskio pode ser aplicado em todas as épocas do ano, em todos os ambientes de solo, e em quaisquer condições de umidade. Além disso, é compatível com os principais agroquímicos utilizados no sulco de plantio da cana-de-açúcar”, conta.

Kajihara explica também que os nematoides são um problema antigo do Brasil e principalmente da cana-de-açúcar, podendo gerar uma redução média de 25% na produtividade da lavoura. Os mais comuns encontrados são a Meloidogyne incógnica, Meloidogyne javanica, Pratylenchus zeae e Pratylenchus brachyurus.

“O produto age no solo, elevando o crescimento das bactérias, Bacillus e Pseudomonas e dos fungos Trichoderma e Penicillium estes micro-organismos são benéficos, pois são nematófagos, e já se encontram nos solos brasileiros o uso do Maskio no solo proporciona o seu desenvolvimento", esclarece.

Uma pesquisa realizada em áreas comerciais de usinas de açúcar e álcool, nos estados de São Paulo e Paraná, apontou que além de combater os vermes, o Máskio também atua no vigor das plantas impactando no crescimento radicular, acelerando a brotação e o desenvolvimento da parte superior. “O resultado médio das oito usinas apontou um incremento de até 400 kg açúcar por hectare. Ou seja, todas as características do produto resultam em maior rendimento”, conclui.

Bayer encerra marca Monsanto

Ideia seria de se distanciar de um nome com rejeição ideológica e alvo de ataques 




Foi anunciado nessa segunda-feira (04.06) o fim da marca Monsanto, que havia sido adquirida pelo grupo alemão Bayer. “A Bayer continuará sendo o nome da empresa. Monsanto como nome de empresa não será mantido”, disse a companhia de tecnologias agrícolas em comunicado, assegurando ainda que serão conservados os produtos da norte-americana.

Ainda de acordo com a nota oficial, A Bayer pretende concluir a fusão nesta quinta-feira (07.06). Para justificar a decisão, o diretor da divisão agroquímica da Bayer, Liam Condon, afirmou que os colaboradores da Monsanto “são orgulhosos de seus produtos”, mas que a própria empresa sediada em Saint Louis (Missouri, Estados Unidos) que já havia pensado em mudar de nome, mas desistiu por questões de custo.

De acordo com o comunicado, a Bayer vai manter o nome de marcas como a bem conhecida dos produtores rurais brasileiros Dekalb, que trabalha com sementes de milho e canola, entre outras. O entendimento de alguns especialistas é que a Bayer determinou o fim da marca Monsanto para se distanciar de um nome que possui rejeição ideológica e sofre ataques por parte de ativistas. Sinalizou, ainda, que tomará medidas para “fortalecer seu comprometimento na área de sustentabilidade”, após a conclusão do acordo.

“Nosso objetivo é aprofundar o nosso diálogo com a sociedade. Vamos ouvir nossos críticos e trabalhar juntos, onde encontrarmos um terreno comum. A agricultura é importante demais para permitir que diferenças ideológicas paralisem o progresso”, disse o presidente-executivo da Bayer, Werner Baumann.

Indústria quer mudar lei de pesticidas

A entidade também pede a troca do termo "defensivo fitossanitário" para outras denominações como "pesticida"




O Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg) afirmou que o substitutivo ao Projeto de Lei (PL) 6299/02, que está sendo discutido por uma comissão especial da Câmara dos Deputados, precisa de uma série de alterações. O PL tem função de regular o registro, a fiscalização e controle dos agrotóxicos no Brasil.

Para a diretora-executiva do Sindiveg, Silvia Fagnani, apesar da discussão sobre a avaliação de defensivos estar inserida de forma satisfatória no relatório, que propõem que a análise do produto seja baseada no risco do componente apresenta para a saúde e meio ambiente, ainda há alguns pontos que precisam ser revistos. Um deles é a alteração de prazos, que no projeto estabelece limites de 60 dias a um ano para análises de substâncias, mas a entidade defende que é necessário de dois a três anos para a avaliação de substâncias mais complexas.

A Sindiveg também quer que seja revista a adoção do termo "defensivo fitossanitário", que poderia ser substituído por alternativas como “pesticidas”, que, segundo a entidade, já são utilizadas em outros países. Além disso, Fagnani afirma que é preciso questionar a finalidade do Fundo Federal Agropecuário e cobrar uma maior participação na tomada de decisões por parte da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), já que segundo a proposta elas estão centralizadas no Ministério da Agricultura.

Outro ponto que a Sindiveg defende é a manutenção das competências da Anvisa e do Ibama. Segundo Fagnani, é imprescindível que esses órgãos continuem atuando rigorosamente na fiscalização e nas análises de registros de produtos porque isso assegura que os agroquímicos encontrados no mercado não são perigosos, além de garantir a segurança nos negócios.

Trifluralina Gold Nortox obtém resultados superiores na cana-de-açúcar

 

A formulação perdeu 25% menos ingredientes ativos do que as concorrentes 





Uma pesquisa indicou que a Trifluralina Gold Nortox tem eficiência superior às demais formulações de Trifluralina encontradas no mercado com concentração de 600 g/L. O estudo foi realizado na Universidade Estadual Paulista (Unesp Jaboticabal) e conduzido pelos professores Edivaldo Velini e Caio Carbonari.

Quando as formulações dos produtos utilizados para a cana-de-açúcar foram submetidas a perda por volatilização e fotodegradação, a Gold Nortox perdeu cerca de 25% menos ingredientes ativos do que os concorrentes analisados. Após os resultados obtidos em laboratório, foram realizados testes em campo em parceria com o pesquisador Marcelo Nicolai, na Agrocon, em Santa Bárbara do Oeste, São Paulo, que comprovaram a eficiência do produto, quando utilizado na mesma dose comercial que os concorrentes, seja em PPI, PP e PQL.

Além disso, a Trifluralina Gold teve um bom desempenho mesmo quando aplicado sobre a palhada de cana-de-açúcar em pré-emergência total e até pós-emergência quando a planta está no estágio onde tem três a quatro folhas. Guilherme Acquarole, Gerente de Marketing da Nortox, afirma que os resultados positivos são em grande parte porque a empresa tem um grande conhecimento sobre a molécula de Trifluralina, já que a sintetiza desde 1972.

“Foi o primeiro herbicida que a empresa sintetizou no Brasil e continua investindo maciçamente na molécula, pois no cenário atual de plantas daninhas de difícil controle ela se tornou novamente uma ferramenta importantíssima e totalmente atual para várias culturas, dentre elas cana-de-açúcar, soja e algodão”, destaca.

Conforme explica o Gerente Nacional de Vendas Sul da Nortox, Leonardo Araújo, a molécula de Trifluralina é indispensável para a cana-de-açúcar porque é versátil, segura, seletiva e extremamente eficiente no controle de gramíneas, que é um problema crescente nessa cultura. Os resultados da pesquisa foram apresentados no Centro de Eventos do Ribeirão Shopping Nortox na 17º Herbishow, entre os dias 16 e 17 de maio na cidade paulista de Ribeirão Preto.

Pesquisa busca novas fontes de resistência à ferrugem asiática

Grupo pretende descobrir genética para aumentar sistema imunológico




Uma das principais doenças da soja no Brasil, a ferrugem asiática provoca a cada ano mais preocupações em função da resistência que o fungo Phakopsora pachyrhizi está desenvolvendo aos defensivos existentes. Em função disso, uma pesquisa da Monsanto e Fundação 2Blades pretende descobrir novas fontes de resistência genética na natureza para transferir à soja.

Pelo acordo firmado, a 2Blades entregará genes de resistência em colaboração com o The Sainsbury Laboratory – que é o principal instituto global de pesquisa sobre interações planta-patógeno. Também integra o grupo de trabalho a Universidade Federal de Viçosa (UFV).

“A ferrugem asiática da soja é uma doença difícil e cara que pode devastar as colheitas dos agricultores. Os atuais tratamentos com fungicidas podem fornecer algum controle, mas os agricultores precisam de mais ferramentas – e a pesquisa da 2Blades poderia ajudar a fornecer uma solução durável como parte de um sistema integrado de gerenciamento de pragas”, disse Jeremy Williams, líder em biotecnologia e inovação em produtividade da Monsanto.

O Grupo 2Blades atua procurando descobrir novas fontes de resistência a doenças na natureza para transferir essa genética para as principais culturas de interesse comercial e de segurança alimentar. “A colaboração com a indústria é vital para assegurar que novas descobertas feitas no laboratório possam levar a inovações que evitem perdas de colheitas causadas por doenças de plantas”, explica Peter van Esse, líder do 2Blades.

O professor Sérgio H. Brommonschenkel, da UFV, acrescenta que “o manejo da ferrugem da soja requer a integração de diferentes abordagens, incluindo resistência a doenças. Essa colaboração nos permitirá usar tecnologias de ponta para acelerar a identificação de novos genes de resistência que podem ser usados para fornecer soluções mais sustentáveis para os produtores de soja, reduzindo o impacto ambiental e econômico da ferrugem asiática da soja”.
Fonte:Agrolinkfito

Chineses criam herbicida sensível à luz

O herbicida tem boa adesão na superfície das folhas das ervas daninhas


                                                      

Uma equipe de pesquisa liderada por Wu Zhengyan do Hefei Institutes of Physical Science (HIPS) da Academia Chinesa de Ciências, desenvolveu um novo herbicida sensível a luz. Segundo os cientistas o produto deve ser amplamente utilizado devido à sua alta eficiência e baixo custo.

Os pesquisadores chegaram a este defensivo a partir do desenvolvimento de uma “partícula de herbicida de liberação controlado com luz controlada (LCHP). Ela permite que a liberação do herbicida dependa exclusivamente da radiação UV-Vis, o que difere dos pesticidas de liberação controlada (CRP) que vinham sendo desenvolvidos até então e funcionavam a partir do PH e da temperatura.

O estudo apontou algumas vantagens que o LCHP tem em relação ao CRP, a principal delas é que o segundo age de forma negativa no crescimento do vegetal, já que pode fazer uso de uma solução ácida ou alcalina. Outro ponto importante que o LCHP sai ganhando é em relação ao custo, o CRP é mais sensível a temperatura e exige um alto consumo de energia em consequência disso.

Também foi comprovado nos testes que o herbicida de luz controlada tem um bom desempenho de adesão na superfície das folhas das ervas daninhas, diminuindo a quantidade de defensivo que eventualmente escorre para o solo. Além de ser bastante efetiva, essa tecnologia agride menos o meio ambiente do que o CRP, já que o impacto da liberação dos íons de LCHP na água foi muito pequeno.

O desenvolvimento da pesquisa foi apoiado pela Fundação Nacional de Ciências Naturais da China, Associação de Promoção da Inovação da Juventude da Academia Chinesa de Ciências, os Programas de Serviços de Ciência e Tecnologia da Academia Chinesa de Ciências e pelo Projeto de Ciência e Tecnologia da Província de Anhui.
Fonte: https://www.agrolink.com.br/agrolinkfito/noticia/chineses-criam-herbicida-sensivel-a-luz_407044.html

Controle da mosca-branca ganha alternativa

Primeiro à base de acetamiprido vendido na formulação líquida




A multinacional de origem australiana Nufarm prepara o lançamento nos próximos dias do inseticida Compact. De acordo com Alexandre Manzini, engenheiro agrônomo e gerente de produtos da empresa, é o primeiro (e até agora único) inseticida do mercado brasileiro formulado à base do ingrediente ativo acetamiprido a ser comercializado na formulação líquida.

Segundo informações da fabricante, o produto possui recomendação para diferentes culturas, entre elas a soja, o milho, o algodão, a batata, o feijão, o melão, a melancia, o tomate e o trigo. “Trata-se de um inseticida altamente eficaz no controle de insetos adultos da mosca-branca (Bemisia tabaci raça B)”, ressalta Manzini.

De acordo com o gerente de produtos da empresa australiana, o lançamento do Compact complementa o portfólio de soluções da Nufarm para o manejo da mosca-branca. Isso porque ele pode ser associado ao inseticida Epingle (piriproxifem), que é indicado para o controle de ovos e ninfas dessa praga.

Manzini acrescenta ainda que este novo inseticida tem o poder de controlar também outras pragas altamente danosas às culturas agrícolas, como o pulgão do algodoeiro (Aphis gossypii), o Pulgão verde (Myzus persicae) na batata, o Pulgão (Rhopalosiphum maidis) no milho, o Tripes (Frankliniella schultzei) no tomate e o Pulgão das folhas (Metopolophium dirhodum) no trigo.

O gerente da Nufarm enfatiza que, nos testes e pesquisas realizados na fase pré-lançamento, o Compact mostrou desempenho superior sobre diferentes insetos-alvo. “O produto é mais uma ferramenta estratégica para o manejo de resistência de insetos a inseticidas em linha no Brasil”, resume o executivo.

Europa proíbe pesticida responsável por exterminar abelhas

 

Ligado à morte de centenas de abelhas



 
A União Europeia decidiu na sexta-feira (27.04) pela proibição de uma linha de pesticidas denominada neonicotinoides, que era amplamente utilizada no controle de pragas e foi responsabilizada pela morte de centenas de abelhas. A decisão foi apoiada pela maioria dos Estados membros, que representam cerca de 65% da população em pelo menos 16 diferentes países.

De acordo com uma declaração feita pela UE, foram proibidos os três diferentes tipos de neonicotinoides, sendo o imidacloprida, clotianidina e tiametoxam. Em entrevista ao jornal The Guardian, o comissário europeu para saúde e segurança alimentar, Vytenis Andriukaitis, afirmou que essa é uma regulamentação que se baseia em uma série de pesquisas que comprovaram a periculosidade do agroquímico para as abelhas. "A saúde das abelhas continua sendo de extrema importância para mim, uma vez que diz respeito à biodiversidade, à produção de alimentos e ao meio ambiente", destaca.

Com a nova regulamentação, os pesticidas dessa linha serão permitidos apenas para o cultivo em estufas permanentes e que não abriguem abelhas. Para Martin Dermine, da Rede Europeia de Ação contra Pesticidas, essa é foi uma votação histórica e que abriu possibilidades para práticas sustentáveis de produção. "A maioria dos países membros deu um sinal claro de que nossa agricultura precisa de transição", pontua ele.

A UE já havia imposto restrições aos três produtos em 2013, porém a Syngenta e a Bayer, que estão entre as maiores empresas do setor químico, haviam apelado da decisão que ainda está em andamento no tribunal europeu. A nova regra começará a valer oficialmente daqui a seis meses, antes mesmo do final de 2018.

Novo Cadastro: Maestro 800 WG

Bula Maestro 800 WG

Geral

Fipronil
8918
Nufarm

Composição

Fipronil 800 g/kg Fenilpirazol

Classificação

Inseticida
I - Extremamente tóxica
II - Produto muito perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Granulado Dispersível (WG)
Contato, Ingestão

Indicações de Uso

Batata Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Vaquinha verde amarela
(Diabrotica speciosa)
150 g p.c./ha 150 a 300 L de calda/ha - Realizar no máximo duas aplicações com intervalo de 15 a 25 dias. Não determinado. Realizar a aplicação em jato dirigido no sulco de plantio sobre os tubérculos com equipamento adaptado e bico de jato plano (leque). Fazer uma complementação no momento da “amontoa” (15 a 25 dias após o plantio), cobrindo o produto imediatamente com terra após as aplicações
Cana-de-açúcar Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Broca da cana
(Migdolus fryanus)
500 g p.c./ha 150 a 300 L de calda/ha - Realizar de uma a duas aplicações conforme o nível de insfestação. Não determinado. Em áreas de baixa incidência da praga, utilizar a dose de 500 g.p.c./ha em uma única aplicação com auxílio de pulverizadores tratorizados adaptados com bico de jato plano (leque) no sulco de plantio sobre os toletes. Em áreas de alta infestação utilizar o parcelamento de doses, sendo: 400 g.p.c./ha pulverizado na base do arado de aiveca, formando uma barreira química no subsolo contra o ataque da praga, complementando com a dose de 250 g.p.c./ha aplicado no sulco de plantio sobre os toletes
Broca do colmo
(Diatraea saccharalis)
500 g p.c./ha 150 a 300 L de calda/ha - Realizar uma aplicação. Não determinado. Realizar as aplicações preventivamente no sulco de plantio sobre os toletes com auxílio de pulverizadores adaptados com bicos de jato plano (leque)
Cupim
(Heterotermes tenuis)
200 a 250 g p.c./ha 150 a 300 L de calda/ha - Realizar uma aplicação. Não determinado. Realizar as aplicações preventivamente no sulco de plantio sobre os toletes com auxílio de pulverizadores adaptados com bicos de jato plano (leque)
Cupim
(Cornitermes cumulans)
200 a 250 g p.c./ha 150 a 300 L de calda/ha - Realizar uma aplicação. Não determinado. Realizar as aplicações preventivamente no sulco de plantio sobre os toletes com auxílio de pulverizadores adaptados com bicos de jato plano (leque)
Cupim
(Neocapritermes opacus)
200 a 250 g p.c./ha 150 a 300 L de calda/ha - Realizar uma aplicação. Não determinado. Realizar as aplicações preventivamente no sulco de plantio sobre os toletes com auxílio de pulverizadores adaptados com bicos de jato plano (leque)
Cupim
(Procornitermes triacifer)
200 a 250 g p.c./ha 150 a 300 L de calda/ha - Realizar uma aplicação. Não determinado. Realizar as aplicações preventivamente no sulco de plantio sobre os toletes com auxílio de pulverizadores adaptados com bicos de jato plano (leque)
Cana-de-açúcar (soqueira) Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Cupim
(Heterotermes tenuis)
200 a 250 g p.c./ha 150 a 300 L de calda/ha - Realizar uma aplicação. Não determinado. Para controle de cupins, realizar as aplicações com pulverizadores adaptados para tal função, abrindo um sulco lateral de cada lado da soqueira, procurando sempre colocar o produto abaixo do nível do solo e na região de maior ocorrência de raízes da cultura
Cupim
(Cornitermes cumulans)
200 a 250 g p.c./ha 150 a 300 L de calda/ha - Realizar uma aplicação. Não determinado. Para controle de cupins, realizar as aplicações com pulverizadores adaptados para tal função, abrindo um sulco lateral de cada lado da soqueira, procurando sempre colocar o produto abaixo do nível do solo e na região de maior ocorrência de raízes da cultura
Cupim
(Neocapritermes opacus)
200 a 250 g p.c./ha 150 a 300 L de calda/ha - Realizar uma aplicação. Não determinado. Para controle de cupins, realizar as aplicações com pulverizadores adaptados para tal função, abrindo um sulco lateral de cada lado da soqueira, procurando sempre colocar o produto abaixo do nível do solo e na região de maior ocorrência de raízes da cultura
Cupim
(Procornitermes triacifer)
200 a 250 g p.c./ha 150 a 300 L de calda/ha - Realizar uma aplicação. Não determinado. Para controle de cupins, realizar as aplicações com pulverizadores adaptados para tal função, abrindo um sulco lateral de cada lado da soqueira, procurando sempre colocar o produto abaixo do nível do solo e na região de maior ocorrência de raízes da cultura
Milho Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Larva pão de galinha
(Diloboderus abderus)
100 g p.c./ha 150 a 300 L de calda/ha - Realizar uma aplicação. Não determinado. Proceder a aplicação preventivamente em jato dirigido na linha de plantio no momento da semeadura, com equipamento adaptado e bico de jato plano (leque), cobrindo o produto que foi pulverizado imediatamente com terra
Vaquinha verde amarela
(Diabrotica speciosa)
100 g p.c./ha 150 a 300 L de calda/ha - Realizar uma aplicação. Não determinado. Proceder a aplicação preventivamente em jato dirigido na linha de plantio no momento da semeadura, com equipamento adaptado e bico de jato plano (leque), cobrindo o produto que foi pulverizado imediatamente com terra
Soja Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Tamanduá da soja
(Sternechus subsignatus)
40 g p.c./ha 100 a 200 L de calda/ha - Realizar no máximo duas aplicações com intervalo de 14 dias. Não determinado. Fazer as aplicações em pulverização foliar com equipamento dotado de bico de jato cônico, assim que for constatada a presença de adultos do inseto na área. Repetir em caso de necessidade até que a cultura atinja a idade entre 35 e 40 dias, quando a cultura deixa de ser alvo do ataque desta praga
Tecnologia de Aplicação
MODO DE APLICAÇÃO:

O produto poderá ser aplicado com equipamentos tratorizados ou manual (costal), adaptados com bico de jato
leque (plano) ou cônico, dependendo do alvo a ser atingido, e a uma vazão de 100 a 300 litros de calda por
hectare, procurando sempre colocar o produto no local de ocorrência da praga a ser controlada.

EQUIPAMENTO DE APLICAÇÃO:

SOJA - APLICAÇÃO FOLIAR

Para aplicação terrestre tratorizada: Utilizar equipamentos em boas condições de uso, que garantam
uniformidade adequada das gotas, dotados de bicos de jato cônico vazio, dispostos na barra de aplicação de
modo que a distância entre os bicos permita maior uniformidade de distribuição de gotas, sem áreas com falhas
ou excesso.
Pressão: 80-100 psi para equipamentos tratorizados.
Diâmetro de gotas: 110 a 150 micra.
Densidade de gotas: mínimo de 40 gotas/cm².

BATATA - APLICAÇÃO NO SOLO

Utilizar pulverizadores específicos para aplicação, que garantam uniformidade adequada do produto no sulco de
plantio, tratorizado ou manual (costal) dotados com bicos tipo jato plano (leque) com ângulos 80 ou 110, da série
02 ou 04.

Velocidade de aplicação: 6-8 km/h.
Pressão de trabalho: entre 40 e 60 psi.
Os bicos de pulverização deverão estar sempre aproximadamente 30 a 50 cm acima dos alvos.
CANA-DE-AÇÚCAR - APLICAÇÃO NO SOLO
Cana-planta (plantios novos): Utilizar pulverizadores específicos para aplicação, que garantam uniformidade
adequada do produto no sulco de plantio. Dotados com bicos tipo jato plano (leque) com ângulos 80 ou 110, da
série 02 ou 04.
Velocidade de aplicação: 6-8 km/h.
Pressão de trabalho: entre 40 e 60 psi.
Os bicos de pulverização deverão estar sempre aproximadamente 30 a 50 cm acima do alvo.
Cana-soca (soqueira): Utilizar pulverizador em boas condições de uso, que garantam uniformidade adequada
das gotas, dotado com bicos tipo de jato cônico cheio para aplicação na superfície do solo.
Velocidade de aplicação: 6-8 km/h.
Pressão de trabalho: entre 15 e 25 psi. Os bicos de pulverização deverão estar sempre aproximadamente 30 cm
acima do alvo.
MILHO - APLICAÇÃO NO SOLO
Realizar a pulverização na linha de plantio utilizando-se pulverizadores que garantam uniformidade adequada do
produto, dotado com bicos tipo jato plano (leque) fixados nas linhas de plantio da semeadora.
Pressão de trabalho: entre 15 e 30 psi.
Tamanho de gotas: DMV acima de 480 µm.
Densidade de gotas: mínimo de 20 gotas/cm²

CONDIÇÕES CLIMÁTICAS:

·Temperatura: máxima 30ºC
·Umidade relativa do ar: mínima 55%
·Velocidade do vento: 3 a 10 km/hora
Não permitir que a deriva proveniente da aplicação atinja culturas vizinhas, áreas habitadas, leitos de rios e
outras fontes d'água, criações e áreas de preservação ambiental.
As condições de aplicação poderão ser alteradas de acordo com as instruções do Engenheiro Agrônomo ou
técnico responsável, mediante uso de tecnologia adequada.
Em caso de dúvidas, realizar testes de campo com papel sensível, ou consultar empresa aplicadora ou o
departamento técnico da NUFARM INDÚSTRIA QUÍMICA E FARMACÊUTICA S/A.
Consulte sempre um engenheiro agrônomo ou representante da empresa.

INTERVALO DE SEGURANÇA:

Culturas Intervalo de Segurança
Batata (Solo) (1)
Cana-de-açúcar (Solo) (1)
Milho (Solo) (1)
Soja (Foliar) 60 dias
(1) Não determinado devido à modalidade de emprego no solo

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS:

Mantenha afastado da área de aplicação crianças, animais domésticos e pessoas desprotegidas. Caso necessite
entrar na área tratada antes de 24 horas ou se as partes tratadas estiverem úmidas, use macacão e avental
impermeáveis, luvas e botas de borracha, chapéu impermeável de abas largas, máscara com filtro de carvão
ativado, óculos protetores.

LIMITAÇÕES DE USO:

Não há, desde que siga as recomendações de uso do produto.

INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL A SEREM UTILIZADOS:

(De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS)

INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE APLICAÇÃO A SEREM USADOS:

Vide Modo de Aplicação.

DESCRIÇÃO DOS PROCESSOS DE TRÍPLICE LAVAGEM DA EMBALAGEM OU TECNOLOGIA
EQUIVALENTE:

VIDE DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE

INFORMAÇÕES SOBRE OS PROCEDIMENTOS PARA A DEVOLUÇÃO, DESTINAÇÃO, TRANSPORTE,

RECICLAGEM, REUTILIZAÇÃO E INUTILIZAÇÃO DAS EMBALAGENS VAZIAS;

(De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MAA)

INFORMAÇÕES SOBRE OS PROCEDIMENTOS PARA A DEVOLUÇÃO E DESTINAÇÃO DE PRODUTO

IMPRÓPRIOS PARA A UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO.
(De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MAA)

Precauções quanto à Saúde Humana
De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

Precauções quanto ao Meio Ambiente
De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.


Manejo Integrado
INFORMAÇÕES SOBRE MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS

Incluir outros métodos de controle de insetos (ex. Controle Cultural, Biológico, etc...) dentro do programa de
Manejo Integrado de Pragas (MIP), quando disponível e apropriado.

Manejo de Resistência
INFORMAÇÕES PARA O MANEJO DE RESISTÊNCIA:

A resistência de pragas a agrotóxicos ou qualquer outro agente de controle pode tornar-se um problema
econômico, ou seja, fracassos no controle da praga podem ser observados devido à resistência.
O inseticida Maestro 800 WG pertence ao grupo 2B (Antagonistas de canais de cloro mediados pelo
GABA - Fenilpirazóis) e o uso repetido deste inseticida ou de outro produto do mesmo grupo pode aumentar o
risco de desenvolvimento de populações resistentes em algumas culturas.
Para manter a eficácia e longevidade do Maestro 800 WG como uma ferramenta útil de manejo de pragas
agrícolas, é necessário seguir as seguintes estratégias que podem prevenir, retardar ou reverter a evolução da
resistência:
Adotar as práticas de manejo a inseticidas, tais como:
? Rotacionar produtos com mecanismo de ação distinto do Grupo 2B. Sempre rotacionar com produtos de
mecanismo de ação efetivos para a praga alvo.
? Usar Maestro 800 WG ou outro produto do mesmo grupo químico somente dentro de um “intervalo de
aplicação” (janelas) de cerca de 30 dias.
? Aplicações sucessivas de Maestro 800 WG podem ser feitas desde que o período residual total do
“intervalo de aplicações” não exceda o período de uma geração da praga-alvo.
? Seguir as recomendações de bula quanto ao número máximo de aplicações permitidas. No caso
específico do Maestro 800 WG, o período total de exposição (número de dias) a inseticidas do grupo
químico dos Antagonistas de canais de cloro mediados pelo GABA – Fenilpirazóis não deve exceder
50% do ciclo da cultura ou 50% do número total de aplicações recomendadas na bula.
? Respeitar o intervalo de aplicação para a reutilização do Maestro 800 WG ou outros produtos do Grupo
2B quando for necessário;
? Sempre que possível, realizar as aplicações direcionadas às fases mais suscetíveis das pragas a serem
controladas;
? Adotar outras táticas de controle, previstas no Manejo Integrado de Pragas (MIP) como rotação de
culturas, controle biológico, controle por comportamento etc., sempre que disponível e apropriado;
? Utilizar as recomendações e da modalidade de aplicação de acordo com a bula do produto;
? Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais
para o manejo de resistência e para a orientação técnica na aplicação de inseticidas;
? Informações sobre possíveis casos de resistência em insetos e ácaros devem ser encaminhados para o
IRAC-BR (www.irac-br.org.br), ou para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
(www.agricultura.gov.br).

Aumento expressivo na venda de inseticidas contra cigarrinha do milhor

 

Produtos como neonicotinoides, organofosforados e piretroides também tiveram maior procura.




Um estudo elaborado pela consultoria Kleffmann apontou que a venda de inseticidas para o controle de cigarrinha do milho (Daubulus maidis) aumentou 85% na safa 2017/18. Segundo os dados, o crescimento dessas vendas contrastou com a redução de 15% da área de milho plantada nesse verão.

As estimativas indicam que as vendas representaram um total de US$ 17,1 milhões, se comparados a comercialização referente a safra 2016/17, quando foi registrado o acumulo de US$ 9,2 milhões. Daniel Holzhausen, gerente de produto da Agricultural Marketing Information System (AMIS) América Latina da Kleffmann, informou em nota que esses princípios ativos representaram 94% do total que foi faturado no segmento de inseticida foliar. "O foco no controle desta praga deve se manter na próxima safra, já que o impacto causado nas lavouras é extremamente prejudicial à produtividade dos híbridos de milho", afirmou.

O gerente de produtos da empresa também indicou que, além desses inseticidas, outros produtos como neonicotinoides, organofosforados e piretroides tiverem um aumento expressivo de procura. Segundo ele, o setor referente ao mercado de sugadores foi o único a apresentar crescimento nessa safra, sendo quase que totalmente direcionado à aplicação para combate das cigarrinhas de milho. "O clima mais seco contribuiu para o aumento da pressão da praga nesta safra", explica ele.

Os dados divulgados pela consultoria mostram que a área cultiva de milho nesse ciclo representou um total de 3,54 milhões de hectares. A doença conhecida popularmente como cigarrinha do milho está associada à alta densidade populacional de insetos infectivos na cultura, que são responsáveis por transmitir patógenos de plantas doentes para as sadias, o que causa sérios danos a produção da lavoura do milho.

Aumenta concentração do mercado brasileiro de agroquímicos

 

Avaliação do diretor executivo da AENDA , Tulio Teixeira de Oliveira




O mercado brasileiro de agroquímicos vem aumentando a concentração em torno das grandes empresas mundiais, ao ponto de transformá-lo em algo pior do que um “oligopólio”. Essa é a avaliação do diretor executivo da AENDA (Associação Brasileira dos Defensivos Genéricos), engenheiro agrônomo Tulio Teixeira de Oliveira.

“Quando o mercado é dominado por poucos concorrentes denominamos o fenômeno de mercado oligopolizado. E quando esse referido oligopólio fica mais forte, restringindo ainda mais o espaço para os demais concorrentes, como devemos chamar? Pois é justamente o que está ocorrendo com o mercado brasileiro de Defensivos Agrícolas, por sinal, um dos maiores do mundo”, sustenta o dirigente.

De 2015 a 2017 esse segmento da indústria girou em torno de US$ 9 bilhões/ano no Brasil, o que indica que, sozinho, o Brasil representa 15% do mercado global desses produtos. Nestes três anos, diz Tulio Oliveira, apenas nove empresas abocanharam 70% das vendas de agroquímicos para a agricultura brasileira, “já grande e com possibilidades de crescer significativamente’.

De acordo com o dirigente, até o ano que vem essa concentração será ainda maior, porque as empresas detentoras da maior fatia de mercado serão reduzidas de nove para apenas cinco.

“É isso mesmo, houve fusão entre Dow e Dupont e agora a Bayer comprou a Monsanto. A Syngenta e Adama, embora com estruturas separadas, representam uma só – a Chemchina. Um pouco antes a FMC havia capturado a Chemchina, e mais recentemente adquiriu o quinhão definido pelo governo no processo Dow-DuPont. Portanto as empresas proprietárias de 70% do mercado brasileiro de produtos fitossanitários serão apenas: Bayer, Syngenta/Adama, Corteva (Dow/Dupont), Basf e FMC.

Segundo ele, o termo “proprietárias” não é por deslize de linguagem ou exagero, mas porque o “domínio é realmente avassalador, tanto que os espaços para outras empresas devem ser chamados de frestas”.

“O capitalismo se apresenta como sistema da liberdade, oposto ao socialismo definido como autocrático. Porém, na prática é a liberdade de quem pode mais, de quem tem investimentos em bancos para emprestar benefícios aos clientes, de quem pode transacionar produtos agrícolas (e até comprá-los antecipadamente) em troca de seus insumos, de quem pode impor exclusividade (surdas, sem contratos) com distribuidores de uma região, de quem organiza viagens internacionais de intercâmbio técnico para seus principais clientes, de quem tem uma legião de vendedores e técnicos de campo à disposição das propriedades rurais.Tudo dentro da maior legalidade. Estou apenas desenhando a realidade do nosso tempo. Uma sociedade desigual e sem qualquer expectativa de mudança nos rumos de organização mais humanitária”, conclui Oliveira.
Fonte:https://www.agrolink.com.br/agrolinkfito

Pesquisa usa nanofibras de celulose para produzir fertilizante de liberação controlada

 

Cientistas estão obtendo sucesso ao produzir fertilizantes nitrogenados de liberação lenta usando, como matriz, nanofibras feitas de polpa de celulose de pinus, alginato de sódio e nanopartículas de sílica biogênica. O trabalho é desenvolvido pelo estudante de doutorado Mailson de Matos, do curso de Engenharia e Ciência dos Materiais da Universidade Federal do Paraná (UFPR), e coordenado pelo pesquisador Washington Luiz Esteves Magalhães, da Embrapa Florestas. A principal inovação está no uso de uma matriz polimérica composta por matérias de fontes verdes e renováveis aplicadas para melhorar a eficiência de fertilizantes químicos utilizados na agricultura e reduzir a perda do nitrogênio, que causa danos ambientais e eleva o custo de produção das culturas vegetais.
Os fertilizantes desenvolvidos em laboratório atingiram os requisitos de liberação lenta exigidos pela norma europeia para adubos (DIN 13266) e apresentaram perfil de liberação lenta em água. Portanto, possuem potencial para aplicação na agricultura, visando mitigar o impacto ambiental causado pela liberação descontrolada de fertilizantes comuns no solo e ser melhor aproveitados pelas culturas vegetais.
Segundo os pesquisadores, as perdas de nitrogênio variam de acordo com a forma de aplicação do fertilizante, podendo variar de 30% a 80% do total aplicado. “Assim, o desenvolvimento de fertilizantes de liberação lenta é uma das soluções possíveis para reduzir o impacto ambiental causado pelo lançamento descontrolado de compostos nitrogenados”, afirma Matos.

Em busca de parceiros

As próximas etapas dependem do interesse de indústrias químicas pelo desenvolvimento do produto na forma comercial. “Ainda será preciso realizar a liberação do nutriente em solo, avaliar se existe correlação entre a liberação do nitrogênio e as necessidades nutricionais das principais culturas vegetais e a interferência da substituição de parte do alginato de sódio por nanofibrilas de celulose”, completa o pesquisador da Embrapa Florestas.
Para Magalhães, o desenvolvimento de um novo produto pode ser uma oportunidade para a indústria, que poderia colocar no mercado um fertilizante com liberação de nutrientes mais barato em relação aos convencionais.
Além do aspecto ambiental positivo, o novo fertilizante pode representar uma economia financeira, já que os produtos nitrogenados comuns podem registrar perdas de nitrogênio que chegam a 80% do total aplicado. “Portanto, realizando uma análise superficial, existe potencial para a substituição do fertilizante comum pelo de liberação lenta, pois a expectativa é de que o novo produto gere perdas bem menores do que as dos produtos convencionais”, conclui Magalhães.

Como atuam os fertilizantes de liberação lenta

Fertilizantes de liberação lenta ou controlada liberam os nutrientes de uma forma que atrasa a sua disponibilidade para absorção, ou que estende a sua disponibilidade, de forma que a liberação entre em sincronia com as necessidades nutricionais da planta. Assim, eles fornecem a eficiência na utilização de nutrientes e melhoria de rendimentos de produção, uma vez que a perda de nutrientes é reduzida.
O trabalho da Embrapa com a UFPR utiliza polpa da celulose de pinus para produzir nanofibrilas (fibras em escalas nanométricas), que revestem os fertilizantes, tornando mais lenta a liberação dos nutrientes. Também compõem o revestimento alginato de sódio e nanopartículas de sílica biogênicas, produzidas a partir da planta conhecida como “cavalinha” (Equisetum arvense).
O foco da pesquisa foi o processo de liberação do nitrogênio pelos fertilizantes, já que, depois do carbono, hidrogênio e oxigênio, é o elemento mais demandado pelos vegetais. “Esse nutriente atua como importante componente de aminoácidos, proteínas, enzimas, clorofila, entre outras partes da estrutura das plantas. Quando deficiente, as plantas desenvolvem folhas amarelas ou pálidas e seu crescimento é atrofiado”, explica Magalhães.
Os primeiros estudos revelaram que a adição de nanofibrilas de celulose na solução precursora faz com que os grânulos de fertilizante não grudem uns aos outros durante o processo de secagem e que não aumentem a taxa de liberação de nitrogênio. “Como a adição de celulose não altera significativamente a liberação, ela pode ser utilizada para reduzir a quantidade de alginato utilizada na confecção dos grânulos, pois apresenta um custo menor”, afirma Matos. Outra conclusão é que o aumento da quantidade de sílica no grânulo acelera a liberação de nutrientes, mas uma pequena quantidade desse material faz com que a liberação dos nutrientes ocorra de maneira controlada.
Fonte: https://www.embrapa.br

Novo inoculante é alternativa para tratamento de sementes


A Basf anunciou essa semana o lançamento do inoculante Bomvoro para o tratamento de sementes de soja. A sugestão da fabricante é a associação do produto com o Standak TOP que é uma fungicida/Iinseticida de ação protetora (Piraclostrobina), sistêmico (Metil Tiofanato) e de contato e ingestão (Fipronil).

De acordo com a Basf, o Bomvoro possui uma “tecnologia de ponta, que promove o crescimento da parte aérea e das raízes das plantas, contribui para o aumento da fixação biológica de nitrogênio e deixa as folhas das plantas mais verdes”.

Alexandre Kurosaki, gerente de Marketing Território da Basf, explica que, apesar das estimativas favoráveis, é preciso garantir que a lavoura alcance o máximo de produtividade e cita o Bonvoro como um aliado para o correto tratamento das sementes. “Uma lavoura conduzida com sementes não tratadas pode gerar perdas que variam entre 10 e 40% e está diretamente relacionada às falhas de estande, devido à má germinação e desenvolvimento das plântulas, semeadura deficiente, incidência de pragas e doenças, época de semeadura e condições climáticas”, comenta.

O Bomvoro foi lançado durante o Show Safra BR 163, que transcorreu essa semana na Fundação Rio Verde, em Lucas do Rio Verde, no Mato Grosso. Além disso, a BASF também está destacando outros produtos já conhecidos pelo produtor rural, em especial para o controle da ferrugem asiática na soja, como os fungicidas: Orkestra SC, Ativum, Versatilis e Status.

CULTIVAR

O evento também marca a apresentação do novo cultivar de arroz BRS A501 CL, que foi desenvolvido em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Ele é o primeiro que tem tolerância ao herbicida Kifix, sendo indicado para áreas com problemas de plantas daninhas ou, aliado com forrageiras, para recuperar pastagens degradadas.

Fonte: Agrolink

Novo fungicida Fox Xpro

Novo fungicida Fox Xpro é aposta de recuperação da Bayer

Chegará ao mercado no segundo semestre



  
Após resultados pouco significativos, devido a seus estoques elevados de defensivos durante o último ano, a Bayer está esperançosa numa melhora de desempenho este ano com o lançamento do Fox Xpro. O novo fungicida atuará nas culturas de soja e algodão e chegará ao mercado no segundo semestre.

De acordo com a fabricante, o produto combina três ingredientes ativos para melhorar consideravelmente a chance de proteção contra a ferrugem asiática na soja. Jean Zonato, diretor de fungicidas da Bayer para a América Latina, afirma que ainda não há uma expectativa sobre as vendas do produto, mas acredita que ele terá boa aceitabilidade. “Como o Fox Xpro é um produto inovador, esperamos ter uma demanda maior dos produtores por fungicidas na próxima safra”, declarou ele à Agência Bloomberg.

A doença tem se alastrado continuamente e se tornou cada vez mais resistente aos produtos químicos. Andreas Mehl, pesquisador global de fungicidas da Bayer, acredita que tem que haver a colaboração conjunta entre as empresas e os agricultores e alerta para que estes prestem atenção nas orientações de manejo, isso aumenta consideravelmente a chance de combater a ferrugem. “Temos cerca de 40 milhões de hectares de soja na América do Sul, e os esporos não têm passaporte”, disse ele. As altas expectativas para o novo fungicida são baseadas no aumento da capitalização dos produtores, o que significa que as vendas de defensivos agrícolas podem ser bem melhores nesse ano. Zonato alega que empresa está otimista em relação ao mercado e focada em evitar estoques excessivos. “Temos bom potencial para ter um ano melhor, e estamos trabalhando duro para isso”, conclui.

Destaca no Brasil o bioinseticida para o controle da broca-do-café

 

Apresenta controle da praga acima de 80%




A Koppert destaca no Brasil o bioinseticida Boveril, que possui como ingrediente ativo conídios do fungo Beauveria bassiana para o controle da broca-do-café (Hypothenemus hampei). Com formulação de Pó Molhável (WP), o produto ainda é indicado contra Mosca branca (Bemisia tabaci), Broca do café (Hypothenemus hampei), Ácaro-rajado (Tetranychus urticae), Gorgulho do eucalipto (Gonipterus scutellatus) para todas as culturas.

“Trata-se de um bioinseticida de alta eficiência que, quando usado preventivamente, apresenta controle da praga acima de 80%, além de ser seletivo aos inimigos naturais, ou seja, não traz problemas ao meio ambiente, aos animais e à saúde humana. Também é uma excelente opção para realizar o conceito de Manejo Integrado de Pragas [MIP]”, explica Diego Ramos Bicudo, supervisor da Koppert do Brasil.

O fungo Beauveria bassiana germina na superfície do inseto-praga e penetra em seu tegumento, colonizando internamente a broca-do-café. A liberação de toxinas no interior deste inseto reduz sua mobilidade até a morte. Todo o processo ocorre em até 12 dias após a aplicação (por pulverização terrestre ou aérea), dependendo das condições climáticas.

Desde o banimento do inseticida endosulfan no Brasil, ocorrido em julho de 2013, a cafeicultura nacional reclama que ficou sem alternativa eficiente de controle da broca-do-café. “Enquanto o controle químico estava disponível, com endosulfan, resolvia o problema. A partir do momento em que esse produto foi proibido, notamos a ocorrência de muitos danos. Pela eficácia duvidosa, resolvi não usar outros produtos”, lembra Sérgio Roberto Reis, produtor de café na região de Coromandel (MG).
Fonte: https://www.agrolink.com.br/agrolinkfito/noticia/bioinseticida-e-alternativa-sustentavel-no-controle-da-broca-do-cafe_404440.html

Tendências no controle de invasoras

Uma alternativa seria investir em múltiplos herbicidas. 

 



As plantas daninhas estão cada vez mais implacáveis, piorando a cada ano e levando produtores, distribuidores e agrônomos a precisarem encontrar novas formas de controlar pragas resistentes em milho e soja. “Enquanto que o espectro de pragas não mudou em anos recentes, os métodos disponíveis e o nível de dificuldade para controlar essas pragas mudou”, diz Kent Bennis, especialista em desenvolvimento de mercado da Dow AgroSciences.

“Nós estamos vendo muitas tendências, como parte de um programa de herbicidas importante, que estão ajudando a melhorar o retorno do investimento e contra-atacar a pressão das pragas”, acrescenta Bennis.

Para superar as desafiantes pragas em milho e soja, a empresa aponta três diferentes estratégias para combater as pragas nos Estados Unidos, onde o problema de plantas invasora é muito mais grave do que no Brasil. A primeira seria investir em múltiplos herbicidas.

“O momento de aplicar os herbicidas está mudando”, diz Bennis. A sugestão dele é aplicar um pouco depois do plantio em vez de antes, mas isso também depende do espectro da praga e da densidade. Com a crescente resistência, um programa de duas passagens é a melhor forma de manter as pragas pequenas durante a safra.

A segunda é sobrepor herbicidas residuais para controlar pragas como o Amaranthus que germinam durante a safra. “Para prevenir as pragas de tirar a produtividade e o lucro, nós recomendados usar um herbicida de pre-emergência poderoso para mantê-las sob controle facilmente”, diz Bennis.

O Amaranthus continua sendo a principal praga na soja e no milho na América do Norte. Ela é difícil de identificar em fase precoce. O pecíolo é sempre maior que a folha. Uma forma de prevenir na soja é com um espaçamento máximo no plantio de 38 centímetros. Isso permite aos cultivos formar sombras mais rapidamente e reduzir a germinação de plantas daninhas.

Cai importação de químicos para fertilizantes em janeiro

Queda de 39,2% sobre dezembro e 29,7% ante janeiro de 2017 




O Brasil importou US$ 392,3 milhões em produtos químicos intermediários para fertilizantes no último mês de janeiro, de acordo com dados da Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química). O resultado representou queda de 39,2% em relação às importações desses produtos em dezembro passado, bem como baixa de 29,7% na comparação com janeiro de 2017.

Esse segmento continua sendo o de maior peso para o déficit da balança comercial de produtos químicos do País, representando 12,4% do total de importações. Segundo a entidade, os produtos químicos importados continuam a ocupar um crescente espaço no mercado nacional.

No primeiro mês do ano, as importações totais brasileiras de produtos químicos totalizaram US$ 3,1 bilhões, o que representa um aumento de 3,0% na comparação com dezembro passado e de 16,3% na comparação com janeiro de 2017. Desde maio do ano passado as importações de produtos químicos têm sido superiores a US$ 3 bilhões.

Em termos de volumes, diz a Abiquim, as importações de 2,9 milhões de toneladas representam, respectivamente, uma diminuição de 23,1% em relação a janeiro passado e 24,9% na comparação com dezembro de 2017: “Resultado que se deveu, fundamentalmente, à redução das compras de intermediários para fertilizantes, atrelada ao elevado estoque ainda remanescente das compras do segundo semestre de 2017”.

Para a diretora de Assuntos de Comércio Exterior da Abiquim, Denise Naranjo, há inequívocos sinais de que 2018 deverá ser um ano desafiador, com o produto nacional ameaçado. “Fortalecer a competitividade para que novos investimentos possam inverter a tendência de apropriação do mercado doméstico pelo produto importado e garantir solidez e integralidade do sistema brasileiro de defesa comercial para plena eliminação das práticas predatórias de comércio são missões decisivas para o Governo e para todo o setor privado neste ano”, destaca Denise.

Chineses desenvolvem pesticida que baixa contaminação

Excesso de agroquímicos é um dos maiores desafios da agricultura chinesa



Os produtores chineses desenvolveram um novo pesticida com nanotecnologia que pode aumentar a eficiência e diminuir a poluição no solo. Uma equipe liderada por Wu Zhengyan, do Instituto Hefei de Ciência Física da Academia Chinesa de Ciências, usou amido solúvel como modelo e microesferas de carbonato de cálcio poroso como transportadoras para fazer uma liberação nano-controlada de pesticida.

O produto pode controlar a migração do pesticida para moléculas no ambiente, reduzindo a assim a perda do agroquímico e mitigando os danos ao meio ambiente. Os resultados foram recentemente divulgados em publicação feita na revista acadêmica da Sociedade Química Americana.

Wu disse que indústria agrícola da China depende muito uso do uso dos pesticidas. Estima-se que o país use aproximadamente um milhão de toneladas de defensivos agrícolas por ano. No entanto, de acordo com ele, somente 30% dos agroquímicos possuem um real efeito nos cultivos, sendo que o resto é simplesmente "lavado".

A agricultura convencional, portanto, requer várias sessões de pulverização. Segundo o pesquisador, isso não apenas aumenta o custo, mas também causa sérios problemas de contaminação e deixa resíduos excessivos de pesticidas no solo e na água.

Wu ainda afirmou que a liberação dessa tecnologia de pesticida ocorre de forma "amigável ao meio ambiente e eficiente em custo", fornecendo uma boa solução para os gargalos na indústria agrícola do gigante asiático. A preocupação é tão grande, que os casos de intoxicação em função de agroquímicos na alimentação na China chegam a centenas, mesmo como muitos registros de óbitos por este problema, de acordo com fontes da indústria agrícola local, que tenta se adaptar à demanda do consumidor.

Plantas permitem controlar pragas sem químicos

Além disso, trazem outros benefícios




Espécies da família do feijão, como Vigna radiata e Crotalaria spectabilis, prometem ser a chave para que os agricultores possam liberar-se de pragas sem necessidade de usar herbicidas. Além disso, também previnem erosão, aportam nutrientes e melhoram a saúde do solo.

Um grupo de pesquisadores da Estação Experimental Agrícola Fabio Baudrit Moreno, da Universidade da Costa Rica, estudam estas plantas que servem como "coberturas vivas" nos cultivos de mamão, café e melão. Além disso, treinam a agricultores de diversas zonas do país para controlar as pragas sem recorrer ao uso frequente de herbicidas.

Os pesquisadores iniciaram no ano de 2012, com a avaliação do crescimento de várias espécies de plantas, para escolher as mais aptas como coberturas vivas. Além disso, realizaram um diagnóstico sobre o conhecimento que os produtores de vários cultivos tinham sobre esta estratégia, assim como sua disposição a implementar em suas fazendas.

Entre 2016 e 2018, se avaliou a efetividade das coberturas vivas em plantações de mamão para exportação, tanto orgânicas como convencionais. Também se realizaram estudos em outros cultivos de importância comercial como o café nas regiões de Alajuela e Orosi.

Especificamente nos cultivos de mamão, os estudos demonstraram que é possível ter um excelente controle de pragas ao semear espécies como Vigna radita e Crotalaria spectabilis como coberturas vivas, detalhou o Dr. Robin Gómez Gómez, pesquisador da Universidade da Costa Rica.

O especialista assinala que estas espécies não hospedam nematoides do gênero Meloidogyne, que danificam muito os cultivos. Além disso, toleram até um 50% de sombra, o que permite manter-se por vários meses conforme cresce o cultivo.

As pesquisas demonstraram que o uso de coberturas vivas é uma das estratégias mais efetivas para controlar pragas e tem muitos mais benefícios ao ecossistema, segundo o Dr. Gómez.

Nova soja da Embrapa promete isolar a ferrugem asiática


Utilização da variedade permite redução nas aplicações nas lavouras contra a doença. Cultivar foi lançada pela Embrapa na 30ª edição da Show Rural Coopavel. Variedade é adaptada aos estados de SC, PR, MS, SP e sul de GO. Cultivar já estará disponível aos produtores rurais a partir da próxima temporada. PR lidera casos da ferrugem nesta safra.
 

Durante a Show Rural Coopavel, o pesquisador André Grando, da Embrapa, conversou com o Notícias Agrícolas para destacar o lançamento da cultivar BRS 511, uma cultivar de soja resistente à ferrugem asiática, um dos principais problemas da cultura no Brasil.
Essa cultivar conta com uma tecnologia que é chamada de Shield. Com ela, o fungo da ferrugem consegue infectar a planta de soja, mas não evolui, já que a defesa da própria planta irá isolar o ataque desse fungo.

Dessa forma, os produtores poderão reduzir o número de aplicações e ter mais segurança no cultivo, gerando economia, já que o controle da ferrugem não é uma prática barata, bem como a doença implica em perdas de produtividade.
Segundo dados do Consórcio Antiferrugem, o estado do Paraná lidera a incidência da ferrugem asiática neste ano, com 108 casos. Os produtores, em decorrência das chuvas, não conseguiram entrar nas lavouras por um longo período de tempo. Grando explica que, com a nova cultivar, o avanço da ferrugem também pode ser reduzido.

A BRS 511 já estará disponível na próxima safra, sendo recomendada para produtores de Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo e sul de Goiás.

Por: Fernanda Custódio e Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas
https://www.noticiasagricolas.com.br/videos/soja/207637-nova-soja-da-embrapa-promete-isolar-a-ferrugem-asiatica.html#.WntJh-PJ3Dc

Nanotecnologia cria capa de nutrientes para NPK

Uso de fertilizantes pode baixar



Uma pesquisa do Laboratório Nacional de Nanotecnologia aplicada ao Agronegócio da Embrapa Instrumentação levou ao desenvolvimento de uma película formada por micronutrientes, em grande concentração que recobre de forma homogênea grânulos dos macronutrientes como nitrogênio, fósforo e potássio, que formam a sigla NPK. O resultado para o produtor rural pode ser um fertilizante completo para aplicar com nutrientes balanceados e potencial de aumentar a produtividade, com economia de produtos. A pesquisa foi feita em parceria com a empresa Produquímica/Compass Mineral, maior fabricante brasileira de micronutrientes, para que a formulação do produto foi licenciada em 2017.

O pesquisador da Embrapa Caue Ribeiro afirmou que o material tem a função de recobrir a superfície do grão, que deve ser usado para levar outro fertilizante. “Tinha de ser uma capa de alta aderência na superfície que não se desprendesse quando fosse aplicada. Não poderia sair”, explicou Ribeiro.

Além da adesão eficiente, a formulação necessitava de uma quantidade próxima ou adequada, o que é a proporção de duas partes de micronutrientes para cada uma de macronutriente para que a planta receba todos os elementos de que precisa de forma balanceada.

“Esse foi o maior desafio da pesquisa, colocar um nutriente em cima do outro, sem perder a adesão ao longo do tempo, que conseguisse manter a proporção correta, ser de fácil aplicação e ainda que fosse homogêneo. Juntos, desenvolvemos uma fórmula com componentes amigáveis, que não agride o meio ambiente”, lembra o pesquisador.
Fonte: Agrolink

Seis países se opõem ao Glifosato, mas querem dar opções a agricultores


Seis estados-membros da União Europeia que se opuseram a uma nova autorização de uso glifosato, o herbicida mais usado no mundo, enviou uma carta à Comissão Europeia no mês solicitando que o executivo do bloco conduza um estudo e olhe para alternativas para a controversa substância.

Na cara, o primeiro vice-presidente da comissão, Frans Timmermans, e o chefe de saúde do bloco Vytenis Andriykaitis, os seis ministros de agricultura e meio ambiente de França, Bélgica, Grécia, Luxemburgo, Eslovênia e Malta reiteraram suas preocupações sobre os riscos de uso do glifosato.

Uma fonte da comissão contou ao site Euractiv.com que não tinham muito a dizer neste momento e que o executivo estava preparando uma resposta. Em Novembro passado, o Comitê de Apelações, que consiste em especialistas de estados-membros e a Comissão Europeia, renovaram a aprovação da controversa substância depois que a Alemanha mudou de ideia no último mês e ajudou o executivo da União Europeia alcançar a maioria qualificada necessária.

Referindo-se a iniciativa do cidadão europeu assinada por mais de um milhão de pessoas que demandaram a proibição da substância bem como uma resolução do Parlamento Europeu pedindo medidas para desaparecer o produto até 15 de Dezembro de 2022, os seis ministros ressaltaram a necessidade para um plano de saída.

“Nós convidamos a Comissão Europeia a acompanhar a decisão de renovação com medidas que visam limitar os riscos e preparar um plano de saída para o glifosato para acompanhar os agricultores”, diz a carta.

Bayer e Embrapa se unem em pesquisa inédita sobre daninhas resistentes a herbicidas

 

A multinacional Bayer e a brasileira estatal Embrapa vão desenvolver no Brasil estudos conjuntos inéditos sobre a resistência de ervas daninhas a herbicidas em clima tropical



 
A multinacional Bayer e a brasileira estatal Embrapa vão desenvolver no Brasil estudos conjuntos inéditos sobre a resistência de ervas daninhas a herbicidas em clima tropical, com o objetivo de buscar soluções para reduzir perdas causadas por essas plantas a safras de grãos e oleaginosas.

O trabalho focará sistemas produtivos nas culturas de algodão, milho, soja e trigo --em estudos anteriores sobre daninhas resistentes não foram avaliadas as características dos sistemas de produção no Brasil, segundo a Bayer.

O estudo com foco no país, um dos maiores produtores agrícolas do mundo, é importante porque em média 15 por cento da produção mundial de grãos é perdida devido à existência de plantas daninhas. E cerca de 20 por cento das ervas daninhas resistentes, que competem com as safras por água, luz e nutrientes, estão no solo brasileiro.

"Com essa parceria, queremos assegurar a sustentabilidade na produção de alimentos, fornecendo ao produtor ferramentas disponíveis para o controle de diferentes plantas daninhas que afetam o cultivo e ameaçam sua produtividade e rentabilidade", afirma o gerente de Alianças da Bayer para a América Latina, Renato Luzzardi.

O estudo contará com ensaios a serem realizados nos Estados do Rio Grande do Sul, Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás. Uma equipe de 12 pesquisadores da Embrapa Milho e Sorgo atuará nessas áreas contando com o apoio de especialistas da Bayer.

"As parcerias em pesquisa e desenvolvimento com empresas privadas como a Bayer são estratégicas para a Embrapa. São elas que possibilitam... o desenvolvimento de soluções calcado nas demandas reais da agropecuária brasileira", diz o diretor-executivo de pesquisa e desenvolvimento da Embrapa, Celso Luiz Moretti, comentando o ineditismo da pesquisa em agricultura tropical.
Fonte: Reuters
           http://www.portaldoagronegocio.com.br/

Novo ingrediente ativo contra ferrugem: fluindapyr

Acordo entre Arysta LifeScience e a empresa Isagro



Imagem créditos: AgrolinkFito

A Arysta LifeScience e a empresa Isagro anunciaram ter finalizado um acordo de longo prazo para distribuir no Brasil o Fluindapyr, produto da Isagro para a soja e outros cultivos. O Fluindapyr é um novo ingrediente ativo patenteado que demonstrou ser altamente efetivo para controlar a ferrugem asiática na soja quando usado em certas formulações de pré-mistura.

Os produtores de soja no Brasil têm lutado contra a ferrugem asiática desde a sua primeira aparição entre 2000 e 2001. Em 2016, o mercado total de fungicidas para soja no Brasil esteve entre US$ 2,1 bilhões no nível de distribuidores e cerca de 95% foi para controlar a ferrugem. Aproximadamente 100 milhões de hectares de soja são tratados com ferrugem a cada ano Brasil.

“Novas opções de tratamento são necessárias para a ferrugem da soja no Brasil”, explicou Paula Pinto, vice-presidente de gerenciamento de portfolio global da Arysta LifeScience. “Com as misturas baseadas no Fluindapyr agregadas ao nosso portfólio, nós estamos um passo mais próximos de nos tornar um fornecedor de uma parada para os produtores de soja no Brasil”.

A Arysta LifeScience também está planejando vender as misturas do Fluindapyr para outros usos como milho, feijão de sequeiro, trigo, algodão e café.

“Esse acordo contribuirá significativamente para uma distribuição ampla de novas misturas, baseadas nesse importante ingrediente ativo descoberto por nossa empresa”, afirmou Giorgio Basile, presidente da Isagro. “A Arysta LifeScience é o parceiro ideal que está muito bem posicionado no mercado brasileiro de soja baseados no seu portfólio já existente de herbicidas, inseticidas e produtos de tratamento de sementes”, complementou.

Fonte: Agrolink -Leonardo Gottems

Novo inseticida é alternativa contra Helicoverpa armigera

Novo inseticida é alternativa contra Helicoverpa armigera Produzido à base do ingrediente ativo Benzoato de emamectina



Imagem créditos: Embrapa

Recebeu autorização temporária de uso no Brasil o inseticida Benzo, que é produzido à base do ingrediente ativo Benzoato de emamectina, do grupo químico das Avermectinas. O produto recebeu liberação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), com os registros números 1217E e 1317E.

Trata-de de um inseticida com modo de ação por contato, ingestão e larvicida formulado como Granulado Solúvel (SG), sendo recomendado para o controle da Helicoverpa armigera em soja, milho e algodão. A fabricante é a Prentiss, controlada pelo grupo chinês Tide, que está investindo em moléculas convencionais e produtos de moderna tecnologia em sua planta situada no estado do Paraná.

De acordo com a empresa, a fábrica vem sendo um “modelo de preocupação em tecnologia de produção e responsabilidade ambiental. É uma planta modelo de tecnologia, automação e gestão quanto a questões ligadas ao meio ambiente”.

HELICOVERPA ARMIGERA

É reconhecido a grande potencial de danos causados pelas lagartas, especialmente evidenciado pela introdução de Helicoverpa armigera no Brasil. Os danos resultantes do ataque de lagartas alcançam perdas econômicas estimadas em R$ 5 bilhões ao ano.

Apenas no final do ano passado o ingrediente ativo Benzoato de Emamectina foi liberado no Brasil, através do registro do inseticida Proclaim, da empresa Syngenta. No último mês de Novembro, foi prorrogada o prazo de vigência da “emergência fitossanitária” em seis estados brasileiros: Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Piauí.

A medida, estipulada pelo Mapa até o dia 30 de julho de 2018, permite ações para a supressão da praga Helicoverpa armigera. Na prática, isso significa a liberação do uso de inseticidas à base de Benzoato de emamectina para o controle especifico desta espécie.

Fonte:Agrolink -Leonardo Gottems
 
Copyright © Fitoxic Agro - Blogger Theme by BloggerThemes & freecsstemplates - Sponsored by Internet Entrepreneur