Cai importação de químicos para fertilizantes em janeiro

Queda de 39,2% sobre dezembro e 29,7% ante janeiro de 2017 




O Brasil importou US$ 392,3 milhões em produtos químicos intermediários para fertilizantes no último mês de janeiro, de acordo com dados da Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química). O resultado representou queda de 39,2% em relação às importações desses produtos em dezembro passado, bem como baixa de 29,7% na comparação com janeiro de 2017.

Esse segmento continua sendo o de maior peso para o déficit da balança comercial de produtos químicos do País, representando 12,4% do total de importações. Segundo a entidade, os produtos químicos importados continuam a ocupar um crescente espaço no mercado nacional.

No primeiro mês do ano, as importações totais brasileiras de produtos químicos totalizaram US$ 3,1 bilhões, o que representa um aumento de 3,0% na comparação com dezembro passado e de 16,3% na comparação com janeiro de 2017. Desde maio do ano passado as importações de produtos químicos têm sido superiores a US$ 3 bilhões.

Em termos de volumes, diz a Abiquim, as importações de 2,9 milhões de toneladas representam, respectivamente, uma diminuição de 23,1% em relação a janeiro passado e 24,9% na comparação com dezembro de 2017: “Resultado que se deveu, fundamentalmente, à redução das compras de intermediários para fertilizantes, atrelada ao elevado estoque ainda remanescente das compras do segundo semestre de 2017”.

Para a diretora de Assuntos de Comércio Exterior da Abiquim, Denise Naranjo, há inequívocos sinais de que 2018 deverá ser um ano desafiador, com o produto nacional ameaçado. “Fortalecer a competitividade para que novos investimentos possam inverter a tendência de apropriação do mercado doméstico pelo produto importado e garantir solidez e integralidade do sistema brasileiro de defesa comercial para plena eliminação das práticas predatórias de comércio são missões decisivas para o Governo e para todo o setor privado neste ano”, destaca Denise.

Chineses desenvolvem pesticida que baixa contaminação

Excesso de agroquímicos é um dos maiores desafios da agricultura chinesa



Os produtores chineses desenvolveram um novo pesticida com nanotecnologia que pode aumentar a eficiência e diminuir a poluição no solo. Uma equipe liderada por Wu Zhengyan, do Instituto Hefei de Ciência Física da Academia Chinesa de Ciências, usou amido solúvel como modelo e microesferas de carbonato de cálcio poroso como transportadoras para fazer uma liberação nano-controlada de pesticida.

O produto pode controlar a migração do pesticida para moléculas no ambiente, reduzindo a assim a perda do agroquímico e mitigando os danos ao meio ambiente. Os resultados foram recentemente divulgados em publicação feita na revista acadêmica da Sociedade Química Americana.

Wu disse que indústria agrícola da China depende muito uso do uso dos pesticidas. Estima-se que o país use aproximadamente um milhão de toneladas de defensivos agrícolas por ano. No entanto, de acordo com ele, somente 30% dos agroquímicos possuem um real efeito nos cultivos, sendo que o resto é simplesmente "lavado".

A agricultura convencional, portanto, requer várias sessões de pulverização. Segundo o pesquisador, isso não apenas aumenta o custo, mas também causa sérios problemas de contaminação e deixa resíduos excessivos de pesticidas no solo e na água.

Wu ainda afirmou que a liberação dessa tecnologia de pesticida ocorre de forma "amigável ao meio ambiente e eficiente em custo", fornecendo uma boa solução para os gargalos na indústria agrícola do gigante asiático. A preocupação é tão grande, que os casos de intoxicação em função de agroquímicos na alimentação na China chegam a centenas, mesmo como muitos registros de óbitos por este problema, de acordo com fontes da indústria agrícola local, que tenta se adaptar à demanda do consumidor.

Plantas permitem controlar pragas sem químicos

Além disso, trazem outros benefícios




Espécies da família do feijão, como Vigna radiata e Crotalaria spectabilis, prometem ser a chave para que os agricultores possam liberar-se de pragas sem necessidade de usar herbicidas. Além disso, também previnem erosão, aportam nutrientes e melhoram a saúde do solo.

Um grupo de pesquisadores da Estação Experimental Agrícola Fabio Baudrit Moreno, da Universidade da Costa Rica, estudam estas plantas que servem como "coberturas vivas" nos cultivos de mamão, café e melão. Além disso, treinam a agricultores de diversas zonas do país para controlar as pragas sem recorrer ao uso frequente de herbicidas.

Os pesquisadores iniciaram no ano de 2012, com a avaliação do crescimento de várias espécies de plantas, para escolher as mais aptas como coberturas vivas. Além disso, realizaram um diagnóstico sobre o conhecimento que os produtores de vários cultivos tinham sobre esta estratégia, assim como sua disposição a implementar em suas fazendas.

Entre 2016 e 2018, se avaliou a efetividade das coberturas vivas em plantações de mamão para exportação, tanto orgânicas como convencionais. Também se realizaram estudos em outros cultivos de importância comercial como o café nas regiões de Alajuela e Orosi.

Especificamente nos cultivos de mamão, os estudos demonstraram que é possível ter um excelente controle de pragas ao semear espécies como Vigna radita e Crotalaria spectabilis como coberturas vivas, detalhou o Dr. Robin Gómez Gómez, pesquisador da Universidade da Costa Rica.

O especialista assinala que estas espécies não hospedam nematoides do gênero Meloidogyne, que danificam muito os cultivos. Além disso, toleram até um 50% de sombra, o que permite manter-se por vários meses conforme cresce o cultivo.

As pesquisas demonstraram que o uso de coberturas vivas é uma das estratégias mais efetivas para controlar pragas e tem muitos mais benefícios ao ecossistema, segundo o Dr. Gómez.

Nova soja da Embrapa promete isolar a ferrugem asiática


Utilização da variedade permite redução nas aplicações nas lavouras contra a doença. Cultivar foi lançada pela Embrapa na 30ª edição da Show Rural Coopavel. Variedade é adaptada aos estados de SC, PR, MS, SP e sul de GO. Cultivar já estará disponível aos produtores rurais a partir da próxima temporada. PR lidera casos da ferrugem nesta safra.
 

Durante a Show Rural Coopavel, o pesquisador André Grando, da Embrapa, conversou com o Notícias Agrícolas para destacar o lançamento da cultivar BRS 511, uma cultivar de soja resistente à ferrugem asiática, um dos principais problemas da cultura no Brasil.
Essa cultivar conta com uma tecnologia que é chamada de Shield. Com ela, o fungo da ferrugem consegue infectar a planta de soja, mas não evolui, já que a defesa da própria planta irá isolar o ataque desse fungo.

Dessa forma, os produtores poderão reduzir o número de aplicações e ter mais segurança no cultivo, gerando economia, já que o controle da ferrugem não é uma prática barata, bem como a doença implica em perdas de produtividade.
Segundo dados do Consórcio Antiferrugem, o estado do Paraná lidera a incidência da ferrugem asiática neste ano, com 108 casos. Os produtores, em decorrência das chuvas, não conseguiram entrar nas lavouras por um longo período de tempo. Grando explica que, com a nova cultivar, o avanço da ferrugem também pode ser reduzido.

A BRS 511 já estará disponível na próxima safra, sendo recomendada para produtores de Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo e sul de Goiás.

Por: Fernanda Custódio e Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas
https://www.noticiasagricolas.com.br/videos/soja/207637-nova-soja-da-embrapa-promete-isolar-a-ferrugem-asiatica.html#.WntJh-PJ3Dc
 
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