Lançado fungicida contra doenças da soja

Ação sistêmica, é preventivo e curativo, tendo formulação EC




A multinacional australiana Nufarm anunciou este mês que prepara o lançamento de uma nova marca de fungicida. Trata-se do Volna, que possui como ingrediente ativo o composto difenoconazol, do grupo químico dos triazois, estando registrado no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento sob o número 39217.

De acordo com a gerente de fungicidas e adjuvantes da Nufarm, engenheira agrônoma Carulina Oliveira, o produto apresenta ação sistêmica, é preventivo e curativo, tendo formulação EC (Concentrado Emulsionável). A bula do Volna explica que sua atuação é na inibição da biossíntese do ergosterol, substância importante para manutenção da integridade da membrana celular dos fungos.

Na cultura da soja o fungicida atua no controle da Antracnose (Colletotrichum dematium), Mancha parda (Septoria glycines), Mancha púrpura da semente (Cercospora kikuchii), Oídio (Microsphaera diffusa) e Podridão seca (Phomopsis sojae). O produto ainda possui recomendação contra diversas doenças fúngicas em múltiplas culturas, entre elas arroz, feijão, citros, hortifrutigranjeiros (HF) e várias frutas.

Carulina Oliveira salienta que o novo Volna confere “ainda mais competitividade aos programas de tratamento de doenças entregues pela companhia australiana ao agricultor brasileiro”. O produto foi apresentado pela australiana Nufarm durante a Feira Estadual do Agronegócio – Agroshow –, organizada pela Cooperativa Agroindustrial Paragominense (Coopernorte). Durante o evento, a empresa apresentou todas suas soluções de ponta para as culturas de soja e milho e anunciou quatro outros lançamentos de produtos.

Prébiótico estimula a proliferação de predadores naturais dos vermes do solo.

 

A empresa Rotam do Brasil acaba de lançar um novo produto que pode ser um aliado no combate a nematoides. O Máskio, como é chamado, também tem a capacidade de aumentar o vigor do canavial para alavancar o rendimento da cana-de-açúcar.

O novo lançamento é um prébiótico que estimula o desenvolvimento e a proliferação de fungos e bactérias que são predadores naturais dos vermes do solo. Segundo Luciano Kajihara, especialista de Pesquisa e Desenvolvimento Técnico, o principal ponto positivo do Máskio é possibilitar uma aplicação bastante diversificada, independente das condições do clima ou da terra.

“O Maskio pode ser aplicado em todas as épocas do ano, em todos os ambientes de solo, e em quaisquer condições de umidade. Além disso, é compatível com os principais agroquímicos utilizados no sulco de plantio da cana-de-açúcar”, conta.

Kajihara explica também que os nematoides são um problema antigo do Brasil e principalmente da cana-de-açúcar, podendo gerar uma redução média de 25% na produtividade da lavoura. Os mais comuns encontrados são a Meloidogyne incógnica, Meloidogyne javanica, Pratylenchus zeae e Pratylenchus brachyurus.

“O produto age no solo, elevando o crescimento das bactérias, Bacillus e Pseudomonas e dos fungos Trichoderma e Penicillium estes micro-organismos são benéficos, pois são nematófagos, e já se encontram nos solos brasileiros o uso do Maskio no solo proporciona o seu desenvolvimento", esclarece.

Uma pesquisa realizada em áreas comerciais de usinas de açúcar e álcool, nos estados de São Paulo e Paraná, apontou que além de combater os vermes, o Máskio também atua no vigor das plantas impactando no crescimento radicular, acelerando a brotação e o desenvolvimento da parte superior. “O resultado médio das oito usinas apontou um incremento de até 400 kg açúcar por hectare. Ou seja, todas as características do produto resultam em maior rendimento”, conclui.

Bayer encerra marca Monsanto

Ideia seria de se distanciar de um nome com rejeição ideológica e alvo de ataques 




Foi anunciado nessa segunda-feira (04.06) o fim da marca Monsanto, que havia sido adquirida pelo grupo alemão Bayer. “A Bayer continuará sendo o nome da empresa. Monsanto como nome de empresa não será mantido”, disse a companhia de tecnologias agrícolas em comunicado, assegurando ainda que serão conservados os produtos da norte-americana.

Ainda de acordo com a nota oficial, A Bayer pretende concluir a fusão nesta quinta-feira (07.06). Para justificar a decisão, o diretor da divisão agroquímica da Bayer, Liam Condon, afirmou que os colaboradores da Monsanto “são orgulhosos de seus produtos”, mas que a própria empresa sediada em Saint Louis (Missouri, Estados Unidos) que já havia pensado em mudar de nome, mas desistiu por questões de custo.

De acordo com o comunicado, a Bayer vai manter o nome de marcas como a bem conhecida dos produtores rurais brasileiros Dekalb, que trabalha com sementes de milho e canola, entre outras. O entendimento de alguns especialistas é que a Bayer determinou o fim da marca Monsanto para se distanciar de um nome que possui rejeição ideológica e sofre ataques por parte de ativistas. Sinalizou, ainda, que tomará medidas para “fortalecer seu comprometimento na área de sustentabilidade”, após a conclusão do acordo.

“Nosso objetivo é aprofundar o nosso diálogo com a sociedade. Vamos ouvir nossos críticos e trabalhar juntos, onde encontrarmos um terreno comum. A agricultura é importante demais para permitir que diferenças ideológicas paralisem o progresso”, disse o presidente-executivo da Bayer, Werner Baumann.

Indústria quer mudar lei de pesticidas

A entidade também pede a troca do termo "defensivo fitossanitário" para outras denominações como "pesticida"




O Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg) afirmou que o substitutivo ao Projeto de Lei (PL) 6299/02, que está sendo discutido por uma comissão especial da Câmara dos Deputados, precisa de uma série de alterações. O PL tem função de regular o registro, a fiscalização e controle dos agrotóxicos no Brasil.

Para a diretora-executiva do Sindiveg, Silvia Fagnani, apesar da discussão sobre a avaliação de defensivos estar inserida de forma satisfatória no relatório, que propõem que a análise do produto seja baseada no risco do componente apresenta para a saúde e meio ambiente, ainda há alguns pontos que precisam ser revistos. Um deles é a alteração de prazos, que no projeto estabelece limites de 60 dias a um ano para análises de substâncias, mas a entidade defende que é necessário de dois a três anos para a avaliação de substâncias mais complexas.

A Sindiveg também quer que seja revista a adoção do termo "defensivo fitossanitário", que poderia ser substituído por alternativas como “pesticidas”, que, segundo a entidade, já são utilizadas em outros países. Além disso, Fagnani afirma que é preciso questionar a finalidade do Fundo Federal Agropecuário e cobrar uma maior participação na tomada de decisões por parte da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), já que segundo a proposta elas estão centralizadas no Ministério da Agricultura.

Outro ponto que a Sindiveg defende é a manutenção das competências da Anvisa e do Ibama. Segundo Fagnani, é imprescindível que esses órgãos continuem atuando rigorosamente na fiscalização e nas análises de registros de produtos porque isso assegura que os agroquímicos encontrados no mercado não são perigosos, além de garantir a segurança nos negócios.
 
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