Tratamento de Sementes

Biomassa e diâmetro de colmo de milho sob tratamento de sementes com inseticidas e fungicidas





Este trabalho teve como objetivo avaliar o efeito do tratamento de sementes com diferentes grupos químicos de fungicidas e inseticidas sobre a produção de biomassa e diâmetro de colmo da cultura do milho.

Autores: Domingos da Costa Ferreira Júnior(1); Matheus Santos Graffitti(2); Rodrigo Cadelca Júnior(2); Marina Freitas e Silva(2); Adílio de Sá Júnior (3) ; Ricardo Câmara Werlang(4); Césio Humberto de Brito(5).

Trabalho disponível nos Anais do Evento e publicado com o consentimento dos autores.

RESUMO: A cultura do milho safrinha apresenta grandes perdas devido a pragas e doenças presentes em seu desenvolvimento inicial. Uma das estratégias adotadas para se evitar as perdas decorrentes é o uso de defensivos agrícolas em tratamento de sementes. Este trabalho teve como objetivo avaliar o efeito do tratamento de sementes com diferentes grupos químicos de fungicidas e inseticidas sobre a produção de biomassa e diâmetro de colmo da cultura do milho. O experimento foi conduzido em condições de 2ª safra em 2016. Os tratamentos foram: (1) testemunha, (2) fipronil + tiofanato metílico + piraclostrobina, (3) metalaxil-M + fludioxonil + tiabendazol e (4) tiametoxam + metalaxil-M + fludioxonil + tiabendazol. Foram avaliados o acúmulo de massa aérea fresca e seca e diâmetro de colmo na cultura do milho. Os tratamentos com fungicidas e inseticidas apresentaram maior acúmulo de matéria fresca que a testemunha, possivelmente devido a efeitos secundários benéficos sobre o metabolismo vegetal. Em relação ao diâmetro de colmo das plantas, não se observou nenhuma diferença estatística entre os tratamentos.
Termos de indexação: controle químico; desenvolvimento inicial; Zea mays.

INTRODUÇÃO

A cultura do milho (Zea mays L.) se destaca entre os grãos no Brasil por ser o cereal de maior volume produzido e o segundo grão de maior produção, perdendo apenas para a soja (Ratier et al., 2015). A produção brasileira de milho no ano agrícola 2015/2016 totalizou 79,9 milhões de toneladas de grãos (CONAB, 2016).

O milho de segunda safra é aquele advindo das áreas cultivadas em sequeiro, semeado normalmente após o cultivo da soja precoce entre os meses de fevereiro a março. É possível observar o crescimento das áreas e produção nacional de milho de 2ª safra devido à possibilidade de um maior uso de tecnologias e insumos. Entretanto, a implantação da cultura nessa época está sujeita a várias dificuldades, como uma maior ocorrência de pragas e doenças de início de ciclo, sendo uma das estratégias adotadas para se evitar as perdas decorrentes deste problema é o uso de fungicidas no tratamento de sementes (Mangili & Ely, 2014; Tonim et al, 2014). Na cultura do milho, a prática de tratamento de sementes corresponde a apenas 0,10% do custo de produção ha-1, se mostrando uma prática eficiente e econômica (Goulart & Fialho, 1998).

Pinto (2003) observou que sementes em que houve o tratamento químico proporcionaram emergência de plantas significativamente superior à da testemunha mesmo na ausência de patógenos. Isso indica que além do efeito fitossanitário, o conhecimento dos diversos modos de ação bioquímicos dos defensivos agrícolas é necessário, pois podem existir efeitos secundários dos mesmos sobre o metabolismo vegetal. Um exemplo é o grupo químico das estrobilurinas, que tem demonstrado incremento na produtividade não somente pelo controle de doenças incidentes, mas também pela ação benéfica que esta molécula atua na fisiologia da planta (Brachtvogel, 2010).

Visto isso, é essencial compreender a prática do tratamento de sementes como uma ferramenta importante no manejo de doenças. O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito do tratamento de sementes com diferentes grupos químicos de fungicidas e inseticidas sobre o desenvolvimento inicial da cultura do milho.

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