Seminário Show 2017 é confirmado para novembro


 Seminário Show 2017


Foto: Divulgação -

Será entre os dias 7 e 10 de novembro que o município de Petrolina, no sertão de Pernambuco, vai se transformar novamente em palco da maior feira da agricultura familiar do Nordeste brasileiro. O SemiáridoShow chega à sua sétima edição com o grande desafio de apresentar alternativas para a convivência com a seca no momento em que a região enfrenta as consequências do sexto ano consecutivo de uma forte estiagem.
O evento é realizado a cada dois anos pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que nesta edição conta, pela primeira vez, com a parceria do Sindicato dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares e Rurais do Município de Petrolina (Sintraf). A feira é aberta ao público e acontece em uma área da Embrapa, localizada na BR-428, Km 152, na zona rural de Petrolina.
No local, cerca de 12 hectares serão dedicados à demonstração de tecnologias implantadas no campo. Assim, os visitantes têm a oportunidade de conhecer, diretamente e na prática, os produtos e serviços gerados pela pesquisa, a exemplo de variedades de cultivos alimentares – como feijão, mandioca, milho e hortaliças –, de forrageiras – como sorgo, palma, gliricídia –, animais – caprinos, ovinos, bovinos e aves –, além de sistemas de captação de água, de irrigação, de planejamento, entre outra centena de soluções tecnológicas.
Em outro espaço do evento serão instalados estandes de instituições públicas e empresas privadas, e também uma feira onde cooperativas e associações de produtores familiares, comunidades indígenas, quilombolas e assentados da reforma agrária vão expor suas iniciativas e comercializar seus produtos. Um espaço será dedicado, ainda, ao
Armazém da Agricultura Familiar e Economia Solidária, uma ação do Governo do Estado da Bahia que visa gerar oportunidades de negócios e dar visibilidade aos produtos da agricultura familiar.
Ao longo dos quatro dias de feira, uma extensa programação de minicursos também irá possibilitar aos participantes ampliar os conhecimentos nas mais diversas áreas. Também serão realizados seminários englobando temas como turismo rural, cadeia produtiva da caprinovinocultura, gestão territorial de comunidades indígenas e quilombolas, assistência técnica e extensão rural, além de um evento voltado para apresentação e discussão das ações da Embrapa no Plano Brasil Sem Miséria, do Governo Federal.
O chefe geral da Embrapa Semiárido, Pedro Carlos Gama da Silva, ressalta que o grande diferencial do SemiáridoShow é a possibilidade da sociedade encontrar, em um único local, um grande leque de tecnologias, informações e conhecimentos gerados pelas mais diversas instituições.  Segundo ele, a realização do evento é, também, um importante meio de discutir, junto ao poder público e às instituições presentes, as políticas públicas apropriadas para a região.
O SemiáridoShow conta com cerca de 20 Unidades de pesquisa da Embrapa, além do apoio e participação de diferentes Ministérios do Governo Federal, instituições de pesquisa e de assistência técnica e extensão rural dos governos estaduais, universidades e institutos de educação, ciência e tecnologia, empresas privadas do setor agropecuário, federações e confederações de agricultura, organizações não governamentais e movimentos sociais ligados à agricultura familiar.
A programação, as tecnologias que estarão expostas e outras informações do SemiáridoShow serão divulgadas no site www.embrapa.br/semiaridoshow e nos perfis da Embrapa nas redes sociais: facebook.com/embrapa,  twitter.com/embrapa e flickr.com/embrapa.

Fernanda Birolo (MTb/AC 81)
Embrapa Semiárido

Telefone: (87) 3866 3734
Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

Último Cadastro Agrotóxico: Bio Lobesia

Bio Lobesia






 

Geral

(E,Z)-dodeca-7,9-dienyl acetate
13817
Bio Controle
Sim

Composição

(E,Z)-dodeca-7,9-dienyl acetate 2.55 g/kgAcetato

Classificação

Feromônio
IV - Pouco tóxico
IV - Produto pouco perigoso ao meio ambiente
Não inflamável
Não corrosivo
Gerador de Gás (GE)
Não Classificado
Todas as culturas com ocorrência do alvo biológicoDosagemCaldaIntervaloÉpoca
Aplic
TerrestreAéreaAplicSeg
Traça-dos-cachos-da-videira
(Lobesia botrana)
1 armadilha/ha--Fazer a troca dos septos a cada 6 a 8 semanas.Não determinado devido à modalidade de emprego.As armadilhas devem ser instaladas na brotação e mantidas até a colheita em regiões de clima temperado. Monitorar durante todo o ano em regiões de clima tropical. Fazer a troca dos septos a cada 6 a 8 semanas. Inspecionar as armadilhas 2 vezes por semana
Embalagem
Tipo: Blister, Cartela, Envelope e/ou Saco
Material: Aluminizado, cartão, filme plástico, laminado, papel, papelão e/ou plástico
Capacidade: 1; 2; 3; 4; 5; 6; 7; 8; 9; 10; 11; 12; 13; 14; 15; 16; 17; 18; 19; 20; 25; 30; 35; 40; 45; 50; 55; 60; 65; 70; 75; 80; 85; 90; 95; 100; 105; 110; 115; 120; 125; 130; 135; 140; 145; 150; 155; 160; 165; 170; 175; 180; 185; 190; 195; 200; 205; 210; 220; 225; 230; 240; 250; 260; 270; 275; 280; 290; 300; 325; 350; 375; 400; 425; 450; 475; 500; 525; 550; 575; 600; 625; 650; 675; 700; 725; 750; 775; 800; 825; 850; 875; 900; 925; 950; 975; 1.000 unidades.
Tecnologia de Aplicação
INSTRUÇÕES DE USO: A armadilha a ser utilizada é do tipo Delta. Para montagem da armadilha Delta encaixe as abas laterais nos encaixes da parte de baixo. O refil de cola é colocado na parte interna da armadilha com a cola para cima. Colocar o septo com feromônio em cima da cola no centro do refil.

CULTURAS:
Qualquer cultura em que ocorra o alvo biológico indicado.

ALVO BIOLÓGICO: Lobesia botrana (Traça dos cachos da videira)

DOSE: Utilizar 1 (uma) armadilha Delta com septo de feromônio por hectare.

NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO:
As armadilhas devem ser instaladas na brotação e mantidas até a colheita em regiões de clima temperado. Monitorar durante todo o ano em regiões de clima tropical. Fazer a troca dos septos a cada 6 a 8 semanas. Inspecionar as armadilhas 2 vezes por semana.

MODO DE APLICAÇÃO:
Colocar somente 1 (um) septo de Bio Lobesia em cada armadilha Delta, evitando desperdícios ou inibição de captura por excesso de feromônio. Na substituição o septo não deve ser descartado em campo de cultivo, para evitar competição e redução de captura das armadilhas.

INTERVALO DE SEGURANÇA:
Não determinado devido à modalidade de emprego.

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS:
Não determinado devido à modalidade de emprego.

LIMITAÇÕES DE USO: Não determinado devido à modalidade de emprego (uso restrito em armadilhas).
Precauções quanto à Saúde Humana
DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DA SAÚDE HUMANA

ANTES DE USAR LEIA COM ATENÇÃO AS INSTRUÇÕES
USE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL COMO INDICADO.

PRECAUÇÕES GERAIS
- Produto para uso exclusivamente agrícola.
- Não coma, não beba e não fume durante o manuseio ou aplicação do produto.
- Não manuseie ou aplique o produto sem os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados.
- Os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados devem ser vestidos na seguinte ordem: avental com tratamento hidro-repelente, máscaras faciais de filtros P2 ou P3 e luvas de nitrila.
- Não utilize equipamentos de proteção individual (EPI) danificados.
- Não utilize equipamentos com vazamentos ou defeitos.
- Não desentupa bicos, orifícios e válvulas com a boca.
- Não transporte o produto juntamente com alimentos, medicamentos, rações, animais e pessoas.

PRECAUÇÕES NO MANUSEIO DO PRODUTO
- Ao abrir a embalagem, faça-o de modo a evitar danos a mesma.
- Utilize equipamento de proteção individual (EPI): avental com tratamento hidro-repelente, máscaras faciais de filtros P2 ou P3 e luvas de nitrila.

PRECAUÇÕES DURANTE A APLICAÇÃO
- Aplique o produto somente nas doses recomendadas.
- Utilize equipamento de proteção individual – EPI: avental com tratamento hidro-repelente, máscaras faciais de filtros P2 ou P3 e luvas de nitrila.

PRECAUÇÕES APÓS A APLICAÇÃO
- Mantenha o restante do produto adequadamente fechado em sua embalagem original em local trancado, longe do alcance de crianças e animais.
- Antes de começar a retirar os equipamentos de proteção individual (EPI), lave as luvas ainda vestidas para evitar contaminação.
- Os equipamentos de proteção individual recomendados (EPI) devem ser retirados na seguinte ordem: avental, máscara facial e luvas.
- Tome banho imediatamente após a aplicação do produto.
- Troque e lave as suas roupas de proteção separado das demais roupas da família. Ao lavar as roupas utilizar luvas e avental impermeável.
- Faça a manutenção e lavagem dos equipamentos de proteção após cada aplicação do produto.
- Não reutilizar a embalagem vazia.
- No descarte de embalagens utilize equipamentos de proteção individual EPI: avental com tratamento hidrorepelente, botas, máscaras faciais de filtros P2 ou P3 e luvas de nitrila.

PRIMEIROS SOCORROS: Procure logo um serviço médico de emergência, levando a embalagem, rótulo, bula e/ou receituário agronômico do produto.
Ingestão: Se engolir o produto, não provoque vômito. Caso o vômito ocorra naturalmente, deite a pessoa de lado. Não dê nada para beber ou comer.
Olhos: Em caso de contato, lave com muita água corrente durante pelo menos 15 minutos. Evite que a água de lavagem entre no outro olho.
Pele: Em caso de contato, tire a roupa contaminada e lave a pele com muita água corrente e sabão neutro. Inalação: Se o produto for inalado (‘respirado’), leve a pessoa para um local aberto e ventilado.
Antídoto: Não existe antídoto específico.
A pessoa que ajudar deveria proteger-se da contaminação usando luvas e avental impermeáveis, por exemplo.

- INTOXICAÇÕES POR BIO LOBESIA
INFORMAÇÕES MÉDICAS

Grupo químico: Acetato
Classe toxicológica: IV – em função do Art.5º, da Instrução Normativa Conjunta nº 1 de 23/01/2006.
Vias de exposição: Oral, inalatória, ocular e dérmica.
Mecanismos de toxicidade: Ainda não existem estudos sobre o metabolismo deste produto com animais ou efeitos relatados em seres humanos.
Sintomas e sinais clínicos: Ainda não existem estudos para verificar efeitos agudos e crônicos deste produto com animais ou efeitos relatados em seres humanos.
Tratamento: Não há antídoto específico. O tratamento deve ser direcionado ao controle dos sintomas clínicos.
Contra indicações: A indução do vômito é contraindicada em razão do risco potencial de aspiração.
Atenção: Ligue para o Disque-intoxicação: 0800-722-6001 para notificar o caso e obter
informações especializadas sobre o diagnóstico e tratamento.
Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica RENACIAT – ANVISA/MS
Notifique ao sistema de informação de agravos de notificação (SINAN/MS)
Telefone de emergência da empresa: (19) 3936-8450

Mecanismos de Ação, Absorção e Excreção para Animais de Laboratório:
Ainda não existem estudos sobre o metabolismo deste produto com animais ou efeitos relatados em seres humanos.
Efeitos Agudos e Crônicos para Animais de Laboratório:
Ainda não existem estudos para verificar efeitos agudos e crônicos deste produto com animais ou efeitos relatados em seres humanos.
PRECAUÇÕES DE USO E ADVERTÊNCIAS QUANTO AOS CUIDADOS DE PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE:
- Este produto é POUCO PERIGOSO AO MEIO AMBIENTE(CLASSE IV)
- Evite a contaminação ambiental - Preserve a Natureza.
- Não utilize equipamento com vazamento.
- Aplique somente as doses recomendadas.
- Não lave as embalagens ou equipamento aplicador em lagos, fontes, rios e demais corpos d'água. Evite a contaminação da água.
- A destinação inadequada de embalagens ou restos de produtos ocasiona contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.

2. INSTRUÇÕES DE ARMAZENAMENTO DO PRODUTO, VISANDO SUA CONSERVAÇÃO E
PREVENÇÃO CONTRA ACIDENTES:
- Manter refrigerado a 4°C para validade de 2 anos após a fabricação.
- Mantenha o produto em sua embalagem original, sempre fechada.
- O local deve ser exclusivo para produtos tóxicos, devendo ser isolado de alimentos, bebidas, rações ou outros materiais.
- A construção deve ser de alvenaria ou de material não combustível.
- O local deve ser ventilado, coberto e ter piso impermeável.
- Coloque placa de advertência com os dizeres: CUIDADO VENENO.
- Tranque o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças.
- Deve haver sempre embalagens adequadas disponíveis, para envolver embalagens rompidas ou para o recolhimento de produtos vazados.
- Em caso de armazéns, deverão ser seguidas as instruções constantes na NBR 9843 da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT.
- Observe as disposições constantes da legislação estadual e municipal.

3. INSTRUÇÕES EM CASO DE ACIDENTES:
- Isole e sinalize a área contaminada.
- Contate as autoridades locais competentes e a Empresa BIO CONTROLE - MÉTODOS DE CONTROLE DE PRAGAS LTDA -telefone de emergência (19) 3936-8450
- Utilize equipamento de proteção individual - EPI (macacão impermeável, luvas e botas de borracha, óculos protetor e máscara com filtros).

4. PROCEDIMENTOS DE LAVAGEM, ARMAZENAMENTO, DEVOLUÇÃO, TRANSPORTE E DESTINAÇÃO DE EMBALAGENS VAZIAS E RESTOS DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:

- ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA

- ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA
O armazenamento da embalagem vazia, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde guardadas as embalagens cheias. Use luvas no manuseio dessa embalagem.
Essa embalagem deve ser armazenada em caixa coletiva, separadamente das embalagens lavadas.

- DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA
No prazo de até um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra. Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, e ainda esteja dentro do seu prazo de validade, será facultada a devolução da embalagem em até 6 meses após o término do prazo de validade. O usuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo prazo mínimo de um ano após a devolução da embalagem vazia.

TRANSPORTE
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas.

DESTINAÇÃO FINAL DAS EMBALAGENS VAZIAS
A destinação final das embalagens vazias, após a devolução pelos usuários, somente poderá ser realizada pela Empresa Registrante ou por empresas legalmente autorizadas pelos órgãos competentes.

É PROIBIDO AO USUÁRIO A REUTILIZAÇÃO E A RECICLAGEM DESTA EMBALAGEM VAZIA OU O FRACIONAMENTO E REEMBALAGEM DESTE PRODUTO

EFEITOS SOBRE O MEIO AMBIENTE DECORRENTES DA DESTINAÇÃO INADEQUADA DA EMBALAGEM VAZIA E RESTOS DE PRODUTOS.
A destinação inadequada das embalagens vazias e restos de produtos no meio ambiente causa contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.

PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO
Caso este produto venha a se tornar impróprio para utilização ou em desuso, consulte o registrante através do telefone indicado no rótulo para sua devolução e destinação final. A desativação do produto é feita através de incineração em fornos destinados para este tipo de operação e aprovados pelo órgão estadual responsável, equipados com câmaras de lavagem de gases e efluentes.

TRANSPORTE DE AGROTÓXICOS COMPONENTES E AFINS
O transporte está sujeito às regras e aos procedimentos estabelecidos na legislação específica, que inclui o acompanhamento da ficha de emergência do produto, bem como determina que os agrotóxicos não podem ser transportados junto de pessoas, animais, rações, medicamentos ou outros materiais.

RESTRIÇÕES ESTABELECIDAS POR ÓRGÃO COMPETENTE DO ESTADO, DISTRITO FEDERAL OU MUNICIPAL
De acordo com as recomendações aprovadas pelos órgãos responsáveis.
Manejo Integrado
Incluir outros métodos de controle de insetos (exemplo: controle cultural, biológico, etc.) dentro do programa de Manejo Integrado de Pragas (MIP) quando disponível.
Armadilhas com feromônios são eficazes nas medidas de tendência da densidade populacional do inseto ou para simples detecção da praga, auxiliando o produtor na tomada de decisão quanto ao início de alguma forma de controle.
Após a introdução da medida de controle, quer seja biológico com agentes benéficos ou por aplicação de inseticidas, a presença ou não do inseto na armadilha indicará a eficácia do método de controle utilizado.
Feromônios são amplamente utilizados no MIP para monitoramento da praga, não selecionando indivíduos resistentes.
Manejo de Resistência
O inseto não desenvolve resistência ao seu próprio feromônio.

Uso excessivo de agrotóxicos aumenta resistência de pragas

 

Dos US$ 54,6 bilhões vendidos em agrotóxicos no mundo, em 2015, o Brasil consumiu sozinho US$ 9,6 bilhões.

Helen Martins
Uma ala inteira de um hospital isolada por causa de uma superbactéria. Uma área inteira de lavoura em vazio sanitário até o próximo plantio. O que existe em comum entre estas duas situações, é a dificuldade de combater organismos cada vez mais resistentes aos remédios, ou aos venenos disponíveis no mercado.
A resistência acontece da seguinte maneira: vamos supor que em uma lavoura de soja, exista uma infestação de percevejos. Mas existem entre eles, alguns que são diferentes. Eles têm, lá no seu DNA, o gene da resistência. Esses, vão sobreviver. Depois de várias e várias pulverizações e com a reprodução desses insetos, aqueles percevejos que eram diferentes, passam a ser maioria e aí o produto não vai mais funcionar.
Esta reportagem faz parte dos melhores momentos do Globo Rural em 2016, Veja a reportagem exibida em 12/06/2016 . Acesse o link abaixo:
http://g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/2016/06/uso-excessivo-de-agrotoxicos-torna-pragas-das-lavouras-mais-resistentes.html

Tratamento de Sementes

Biomassa e diâmetro de colmo de milho sob tratamento de sementes com inseticidas e fungicidas





Este trabalho teve como objetivo avaliar o efeito do tratamento de sementes com diferentes grupos químicos de fungicidas e inseticidas sobre a produção de biomassa e diâmetro de colmo da cultura do milho.

Autores: Domingos da Costa Ferreira Júnior(1); Matheus Santos Graffitti(2); Rodrigo Cadelca Júnior(2); Marina Freitas e Silva(2); Adílio de Sá Júnior (3) ; Ricardo Câmara Werlang(4); Césio Humberto de Brito(5).

Trabalho disponível nos Anais do Evento e publicado com o consentimento dos autores.

RESUMO: A cultura do milho safrinha apresenta grandes perdas devido a pragas e doenças presentes em seu desenvolvimento inicial. Uma das estratégias adotadas para se evitar as perdas decorrentes é o uso de defensivos agrícolas em tratamento de sementes. Este trabalho teve como objetivo avaliar o efeito do tratamento de sementes com diferentes grupos químicos de fungicidas e inseticidas sobre a produção de biomassa e diâmetro de colmo da cultura do milho. O experimento foi conduzido em condições de 2ª safra em 2016. Os tratamentos foram: (1) testemunha, (2) fipronil + tiofanato metílico + piraclostrobina, (3) metalaxil-M + fludioxonil + tiabendazol e (4) tiametoxam + metalaxil-M + fludioxonil + tiabendazol. Foram avaliados o acúmulo de massa aérea fresca e seca e diâmetro de colmo na cultura do milho. Os tratamentos com fungicidas e inseticidas apresentaram maior acúmulo de matéria fresca que a testemunha, possivelmente devido a efeitos secundários benéficos sobre o metabolismo vegetal. Em relação ao diâmetro de colmo das plantas, não se observou nenhuma diferença estatística entre os tratamentos.
Termos de indexação: controle químico; desenvolvimento inicial; Zea mays.

INTRODUÇÃO

A cultura do milho (Zea mays L.) se destaca entre os grãos no Brasil por ser o cereal de maior volume produzido e o segundo grão de maior produção, perdendo apenas para a soja (Ratier et al., 2015). A produção brasileira de milho no ano agrícola 2015/2016 totalizou 79,9 milhões de toneladas de grãos (CONAB, 2016).

O milho de segunda safra é aquele advindo das áreas cultivadas em sequeiro, semeado normalmente após o cultivo da soja precoce entre os meses de fevereiro a março. É possível observar o crescimento das áreas e produção nacional de milho de 2ª safra devido à possibilidade de um maior uso de tecnologias e insumos. Entretanto, a implantação da cultura nessa época está sujeita a várias dificuldades, como uma maior ocorrência de pragas e doenças de início de ciclo, sendo uma das estratégias adotadas para se evitar as perdas decorrentes deste problema é o uso de fungicidas no tratamento de sementes (Mangili & Ely, 2014; Tonim et al, 2014). Na cultura do milho, a prática de tratamento de sementes corresponde a apenas 0,10% do custo de produção ha-1, se mostrando uma prática eficiente e econômica (Goulart & Fialho, 1998).

Pinto (2003) observou que sementes em que houve o tratamento químico proporcionaram emergência de plantas significativamente superior à da testemunha mesmo na ausência de patógenos. Isso indica que além do efeito fitossanitário, o conhecimento dos diversos modos de ação bioquímicos dos defensivos agrícolas é necessário, pois podem existir efeitos secundários dos mesmos sobre o metabolismo vegetal. Um exemplo é o grupo químico das estrobilurinas, que tem demonstrado incremento na produtividade não somente pelo controle de doenças incidentes, mas também pela ação benéfica que esta molécula atua na fisiologia da planta (Brachtvogel, 2010).

Visto isso, é essencial compreender a prática do tratamento de sementes como uma ferramenta importante no manejo de doenças. O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito do tratamento de sementes com diferentes grupos químicos de fungicidas e inseticidas sobre o desenvolvimento inicial da cultura do milho.
 
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